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Gustavo Borges vai da frustração a prata olímpica

Erro no cronômetro proporciona momentos de agonia para o nadador e a torcida brasileira 

A natação é um dos esportes mais tradicionais dos Jogos Olímpicos, tendo sido disputada em todas as edições. É também, depois do atletismo, o esporte que distribui o maior número de medalhas.

Hoje, exatos 24 anos deste inusitado episódio, vamos recordar a final dos 100 mts livres nos Jogos de Barcelona 1992, prova que é considerada a mais nobre e importante da natação.

Gustavo Borges era um garoto de 19 anos que havia despontado no ano anterior ao ganhar 5 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Cuba. O brasileiro chegou a Barcelona com o 5˚ melhor tempo, alimentando as esperanças da delegação brasileira na conquista de uma medalha olímpica.

Gustavo chegou a grande final após se classificar com o segundo melhor tempo. A disputa seria intensa com dois campeões nadando ao seu lado, o russo Alexander Popov e o americano Matt Biondi.

Mas o inusitado estava por vir, Gustavo fez uma prova belíssima e visualmente estava certa a conquista de uma medalha. Porém o placar não registrou o tempo de Gustavo e o classificou como 8˚colocado. Para o público presente e todos que acompanharam pela TV a prova, estava claro que Gustavo não tinha sido o último colocado e a frustração tomou conta. A irmã do nadador, na arquibancada, chorava copiosamente e Gustavo se isolou por longos 40 minutos na piscina de aquecimento. Mas, Coaracy Nunes, então Presidente da delegação Brasileira, exigiu a revisão da prova e a organização analisou todas as imagens e cronometrou novamente todos os atletas. Por fim a medalha de prata foi concedida a Gustavo Borges.

Gustavo é considerado um dos principais atletas da história da natação brasileira tendo conquistado 4 medalhas olímpicas além de ser o atleta com o maior número total de medalhas em Jogos Pan-Americanos, 19. Gustavo foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004.

Em 2012 Gustavo entrou para o International Swimming Hall of Fame sendo o segundo brasileiro a ser homenageado, a primeira foi Maria Lenk em 1988.

 

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