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A busca por uma Olimpíada “limpa”

Possível exclusão de toda delegação russa é mais um capítulo pela manutenção do espírito olímpico 

O doping é um problema que persegue as Olimpíadas há muitos anos. Todos os atletas se empenham em buscar a medalha de ouro, porém alguns usam medicamentos em busca de resultados e aumento do desempenho durante as provas. Infelizmente essa disputa pela medalha contradiz a importância de uma olimpíada que é competir e não apenas ganhar.

Olympic Games 2012 London AthleticsNos Jogos do Rio o assunto está diariamente nas manchetes, tendo a delegação russa como a principal protagonista. No capítulo mais recente, o Comitê Olímpico Internacional decidiu não excluir totalmente a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Diante dos escândalos de dopagem protagonizados por atletas e entidades do esporte russo, o órgão máximo que regula as Olimpíadas optou por dar uma chance aos atletas considerados “limpos”. Dessa forma ficará a cargo das federações de cada esporte a presença dos russos em determinadas modalidades do Rio 2016. A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) requisitou ao COI que a Rússia fosse banida dos Jogos Olímpicos, fato que impactaria na vida de outras várias atletas sem envolvimento nos casos de doping, Com a requisição, a tendência é que nenhum russo dispute o atletismo nas Olimpíadas. A Agência Mundial Antidoping (Wada) e uma carta aberta de 14 países também pressionaram o COI por uma decisão dura contra os russos, entretanto, o presidente da entidade, Thomas BAch, se disse satisfeito com o desfecho da situação, transferindo a responsabilidade para as federações das modalidades olímpicas. Até o momento um dos principais nome da delegação russa, a bicampeã olímpica no salto com vara, Yelena Isinbayeva segue fora do que seria provavelmente sua última olimpíada.

benMas os casos de doping são antigos tendo seu primeiro registro em 1968, na Cidade do México. O sueco Hans-Gunnar Lijenwall do pentlato moderno, bebeu duas garrafas de cerveja antes de competir no tiro esportivo por equipes e a equipe acabou tendo que devolver a medalha de bronze conquistada. Dentro dos Jogos Olímpicos o caso mais marcante foi o do canadense Ben Johnson, sua performance numa das provas mais nobres do atletismo impressionou o mundo em 1988. Pela primeira vez na história um atleta terminou os 100m rasos abaixo da marca de 9s80. O ouro, no entanto, não durou mais que 48hrs. Johnson testou positivo para um esteroide proibida e a medalha ficou para seu rival, Carl Lewis. Além de perder a medalha Johnson foi suspenso por dois anos, perdeu contratos de publicidade e envergonhou todos que o haviam idolatrado. Ele ainda voltou a competir, mas nunca mais foi o mesmo e em 1993, novamente foi pego no doping sendo banido do atletismo.

No Brasil, depois de alguns contratempos, o Laboratorio Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), coordenado pelo Instituto de Química da UFRJ espera realizar 6 mil análises durante os megaeventos. Com 5 mil metros quadrados de área útil, 85 equipamentos de grande porte e 200 máquinas auxiliares distribuídas em três andares, o LBCD repetirá a estratégia dos Jogos anteriores, recebendo diretores voluntários de outros laboratórios acreditados pela Wada. A vinda de especialistas de diversos países, somada a infraestrutura de ponta, fará do LBCD o laboratório mais moderno do mundo durante os Jogos.

LBCD

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