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Com maioria brasileira, Mundial de Surf inicia em Gold Coast

Pela primeira vez na história Brasil será maioria na elite mundial de surf 

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Adriano recebe o troféu das mãos do também campeão e amigo Gabriel Medina, em 2015, no Havaí. Crédito: Divulgação/@Rafaski

A temporada 2018 do Circuito Mundial de Surf está a poucos dias de entrar na água. A partir deste sábado, dia 11 de março, os principais nomes do surf iniciam a saga pelo título mundial. O Circuito Mundial deste ano terá novidades e será histórico. A começar será o último do atual formato, já que para 2019, a WSL anunciou mudanças no calendário que iniciará em fevereiro e terminará em setembro. No fim desta fase os seis primeiros colocados disputarão o título mundial em um evento, previsto para ocorrer na Indonésia. Além disso, este será o ano da estréia da piscina de ondas de Kelly Slater, a Surf Ranch será a oitava etapa da competição que contará ainda com a volta de Keramas, na Indonésia, substituindo Fiji. Será também a despedida do tricampeão mundial, o australiano Mick Fanning. Mas a temporada ficará marcada mesmo por ser a primeira vez na história que um país coloca mais surfistas que os autralianos, e coube aos brasileiros a quebra deste tabu, a Tempestade Brasileira estará representada por 11 atletas. Os brasileiros conseguiram este feito inédito mantendo seis dos nove integrantes do time de 2017 e conquistande metade das vagas do WSL Qualifying Series.

Para as mulheres o ano de 2018 também terá novidades. A etapa de Cascais(Portugal) deu lugar a uma em Jeffreys Bay (África do Sul) e o circuito para elas terá 10 etapas.

-Eu acredito que 2018 me parece ser o calendário mais emocionante para o surfe feminino em todos os tempos. Misturar os locais e adicionar novos para nós, como Keramas e Jeffreys Bay, vai realmente mostrar um novo nível de surfe das mulheres – disse a americana Sage Erickson, representante das surfistas.

A nova “seleção brasileira” já está escalada para estrear na Austrália. Os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina, os também paulistas Filipe Toledo e Caio Ibelli, o potiguar Italo Ferreira, o pernambucano Ian Gouveia e as novidades do time este ano, o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora, Willian Cardoso e o cearense Michael Rodrigues, já sabem as primeiras baterias que vão disputar no Quiksilver Pro Gold Coast, que começa dia 11 de março nas direitas de Snapper Rocks, na Austrália.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Sloane)
Filipe Toledo (Foto: @WSL / Sloane)

A conquista de cinco da dez vagas da divisão de acesso do Mundial de Surf foi celebrada pela nova geração com um churrasco, no NOrth Shore da Ilha de Oahu, no Havaí, em dezembro de 2017. Com banhos de cerveja, som alto e tufos de cabelos que eram raspados, os novatos comemoravam, numa imagem semelhante à de um trote universitário. Nem quando Gabriel Medina ganhou o primeiro título mundial de surfe para o país, em 2014, a animação dos brasileiros foi tão grande.

-Com essa invasão de brasileiros no CT (divisão de elite) quem ganha é o país. Estamos mostrando que temos ótimos competidores em um momento no qual diversos atletas da elite não tem patrocínio. É o momento das empresas acordarem porque o surfe a gente já mostrou que tem – afirmou Mineirinho.

Jesse Mendes (Foto:@WSL / Smith)
Jesse Mendes (Foto:@WSL / Smith)

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