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Brasileirão na sua reta final

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Faltando 4 rodadas para o final do Brasileirão e o título praticamente definido para o Palmeiras aproveitamos para fazer algumas análises do torneio sob diversos pontos de vistas.

Começamos analisando os clubes cariocas e a evidente disparidade do Flamengo diante de seus adversários. A diferença econômica em um campeonato de pontos corridos fica muito mais evidente do que em torneio de tiro curto, onde o elenco mais farto acaba não sendo tão determinante. As dificuldades financeiras e os problemas políticos fazem o Vasco ainda ver de perto o fantasma do rebaixamento mesmo tendo estádio próprio e uma torcida de peso e apaixonada. Fluminense e Botafogo com os mesmos parcos recursos ainda conseguem respirar mais aliviados mas ainda assim com campanhas bem medianas.

O Flamengo mesmo com um dos maiores investimentos vai amargar mais um ano de frustração para a sua torcida, muito por conta das questões políticas que envolvem um ano eleitoral e principalmente pela falta de poder de decisão do seu time. Fica clara a necessidade de se rever a montagem do elenco para a próxima temporada.

Outro ponto de análise é a dinâmica do campeonato de pontos corridos. Apesar de bem consolidada, a forma ainda gera questionamentos no que tange a falta de importância de muitos jogos no final da temporada. Analisando a média de público e o interesse dos torcedores, fica claro também que é preciso que os clubes encontrem fórmulas para atrair seus torcedores, com pacotes, promoções e criando uma fidelidade na presença deles no estádio. Pensar em mata-mata no momento, para nós, seria um retrocesso já que temos outro campeonato de âmbito nacional neste formato (Copa do Brasil).

Mais uma vez também tivemos muitos problemas com a arbitragem o que sem dúvida impacta na credibilidade do torneio. Com o VAR já uma realidade, é inadimissível virarmos para 2019 sem esse recurso no nosso principal torneio. Por mais controverso que ainda seja o uso do VAR, este é um caminho sem volta e é preciso que o uso aumente pra que se possa adequa-lo da melhor forma e até mesmo habituar nossos jogadores a este sistema que já é adotado nas competições internacionais.

Com a mão na taça, o Palmeiras, time com maior investimento no cenário brasileiro, não precisou ser tão brilhante para conseguir chegar próximo ao título. Também pela incompetência de Flamengo e Inter vai tendo seu caminho facilitado, tendo como marco a contratação do técnico Felipão que colocou a equipe em outro patamar, praticamente não perdendo mais sob seu comando.

Talvez aquilo em que o Flamengo titubeou, o Palmeiras fez com mais agilidade. Ao perceber o desvio de foco rapidamente acertou o rumo com a mudança do treinador, coisa que o Flamengo demorou a fazer e acabou por ver o sonho do título se distanciar. Mas nessa linha fica também a pergunta do porque nossa culturha ser essa? Vimos em recente pesquisa que a média de permanência de técnicos no Brasil é de 6,5 meses. Como pensar em planejamento dessa forma? Como esperar saúde financeira e resultados a longo prazo com essa rotatividade gigante?

Outro ponto ainda mais crítico para o futebol brasileiro são as famosas janelas de negociação que levam nosssos melhores jogadores ainda garotos para mercados mais atraentes, técnica e financeiramente. Nesse quesito é necessário ainda mais planejamento por parte dos clubes para que possam repor melhor suas perdas e para que não tenhamos dois campeonatos todo ano, visto que o primeiro turno difere totalmente do segundo de acordo com as vendas e contratações dos clubes.

Enfim, seguimos na esperança de ver nosso campeonato ser bem mais rentável para os clubes, mais empolgante para os torcedores e mais atrativo também para os jogadores.

Faltam 15 dias para tudo ser definitivamente decidido e a briga na parte de baixo da tabela é o que anima o campeonato nesta reta final. Salve-se quem puder e será que ainda teremos alguma surpresa no topo?

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