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Eurico Miranda X a “Modernidade Líquida”

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Em junho de 2010, eu entregava minha tese de conclusão do curso de jornalismo. Nela falei sobre as transformações das relações no mundo do futebol com a Globalização e a chegada da “Modernidade Líquida”. O termo, usado por Zygmunt Bauman no livro de mesmo nome, descreve como a realidade atual está mais “leve”e “fluida” do que antes.

Neste sentido, fiz um comparativo entre os grandes craques e ídolos do futebol brasileiro e carioca que, em outros tempos, criaram relações e vínculos maiores com os clubes e com suas respectivas torcidas de um modo que não seria possível atualmente. Pelé, por exemplo, fez sua carreira praticamente toda no Santos.

Ao contrário da geração de Pelé e para constatar tal mudança do “sólido”para o “líquido”, Philippe Coutinho foi um dos jogadores entrevistados para a elaboração do trabalho. No Vasco da Gama dos oito aos 17 anos, ele foi vendido para o Internazionale, da Itália, antes mesmo de começar no profissional.

Exemplos de jogadores não faltam, mas hoje, o Vasco perdeu uma lenda: o dirigente mais longo de sua história e o que mais ia na contramão da tal “Modernidade Líquida”. Eurico Miranda, que completou em 2017, 50 anos de vida dedicada à política do Vasco da Gama, faleceu aos 74 anos. E, em uma trajetória sem papas na língua, ele nunca deixou de repetir o quanto era contra esse tal futebol moderno.

Afinal, a “Modernidade Líquida” é positiva ou não para o futebol? Esse longo debate vou deixar para uma outra tese ou pra uma mesa de bar.

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