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Amarelo por causa de uma lambreta? Mimimi da arbitragem ou não?

Por Natalia Brasil Moyano

Nas últimas semanas os amantes do futebol presenciaram algumas situações que soam, no mínimo, antipáticas por parte da arbitragem: a punição por dribles e comemorações “exageradas”, que resultaram até mesmo em expulsão. Uns levantam a bandeira de que o futebol está morto, perdendo sua essência principal, outros se baseiam nas regras da FIFA e CBF para embasar as decisões dos árbitros. O fato é que a polêmica está aí.

Atualmente, em seus regulamentos, as federações não permitem diversos tipos de comemorações consideradas fora do contexto como por exemplo:

– subir nos equipamentos de proteção do campo e/ou se aproximar dos espectadores de modo que cause insegurança ou fira os princípios de segurança;

– fazer gestos ou praticar ações provocativas, debochadas ou inflamatórias;

– tirar a camisa ou cobrir a cabeça com a camisa.

Neymar se revolta ao receber cartão amarelo
(Foto: Jean Catuffe/Getty Images)

A insatisfação por parte dos torcedores surge principalmente pelo aspecto emocional que o gol inspira. É um momento de total interação entre torcida e jogador, e ter esse “encontro” proibido cria certa frustração e tira um pouco do encanto do lance, o ápice da partida.

Membros da imprensa esportiva se dividem em relação às opiniões sobre o tema. Uns apoiam a decisão de punição aos jogadores mais efusivos, outros defendem o direito a se manifestarem com mais liberdade. Enquanto isso, as punições vão seguindo, tendo como casos mais recentes a expulsão dos jogadores Alison Calegari, do Grêmio, na Copinha e de Janderson, do Corinthians, no jogo contra o Santos.

Em paralelo aos casos de comemoração pós-gol, foi colocado em foco o cartão amarelo recebido por Neymar no último final de semana. O jogador executou um drible conhecido como “lambreta” e foi advertido pelo árbitro. O fato gerou indignação imediata do jogador e muita reclamação, levando então a punição com o cartão amarelo. Imediatamente a internet “quebrou” e diversos internautas se manifestaram contra a atitude do árbitro. Nas redes sociais, o jogador também se manifestou: “Eu só jogo futebol”.

A repercussão trouxe à tona um assunto já debatido algumas vezes, sobre o que deve ou não ser aceito dentro das quatro linhas. O futebol brasileiro, conhecido e admirado pela habilidade dos jogadores, os dribles desconcertantes, vindos desde Garrincha, passando por Ronaldinho Gaúcho e tendo como representante mais atual Neymar, devem ser vistos como provocação ou fazem parte do espetáculo? Mesmo que usemos a justificativa de que o jogador foi punido pela reclamação à advertência do árbitro e não diretamente pelo drible, essa mesma advertência deveria ter existido? Temos na mesa diversos fatos para analisar.

Neymar e o árbitro não se entendem
Foto: Quality Sport Images/GettyImages

Trazendo minha opinião sobre o tema, julgo o futebol uma festa popular e não há festa sem alegria e comemoração. Então, acho sim que os jogadores têm direito a driblar, festejar e se manifestar, salvo se suas ações prejudiquem o andamento do jogo ou tenham cunho ofensivo e/ou pejorativo.

Como a regra em vigor precisa ser respeitada, o ideal é que os clubes orientem seus jogadores a realizarem comemorações dentro do permitido para que não sejam punidos e acabem prejudicando seus times em momentos decisivos. Quanto aos dribles, bem… Vamos torcer para que o bom senso prevaleça.

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