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As finais continentais brasileiras

Com a confirmação da final da Sul-Americana entre Athletico-PR e Red Bull Bragantino, teremos as duas finais continentais protagonizadas por clubes brasileiros, algo inédito na competição.

Na temporada passada, a Copa Libertadores foi disputada por dois brasileiros e nesta temporada novamente teremos o Palmeiras, e o campeão de 2019, Flamengo.

Pelo menos três destes quatro clubes sondam as principais competições do continente nos últimos anos. O clube paulista vem acumulando taças desde 2016, com Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores. O Flamengo é o clube brasileiro mais bem posicionado no ranking da FIFA, conhecido pelo ano de ouro em 2019 e também pelo bicampeonato no Brasileirão. O Athletico-PR, nesses últimos anos, também chamou atenção com a conquista da Copa do Brasil e da Sul-Americana recentemente. E o Red Bull, bom, assim que subiu para a divisão de elite do Brasil, sabíamos que daria trabalho para as equipes tradicionais.

Mas o que esses clubes tem em comum? Como conseguimos ter as finais brasileiras, provando que somos competitivos aqui no Brasil?

Sempre repetimos que o Campeonato Brasileiro é o mais difícil do mundo, o mais concorrido, o mais brigado. De fato, o que nos leva a pensar nisso é a quantidade de times gigantes no Brasil, que vira e mexe conseguem conquistar algo. Nada explica como os brasileiros conseguem deslizar tanto numa competição continental, não dá para entender como a Argentina consegue ter mais títulos por clubes que nós, apesar de haver dois gigantes – River Plate e Boca Juniors.

Mas o que vemos recentemente é uma crescente dos clubes brasileiros, não somente em cenário Sul-Americano, mas também um reconhecimento mundial que sempre tivemos, mas se renovando com o aparecimento de equipes cada vez mais fortes.

Mas a resposta para a pergunta: O que esses times têm em comum?

Organização de finanças.

O Flamengo anunciou a diminuição da sua dívida líquida em 2021, juntamente com a previsão de superávit, acredita-se que pode chegar a 1 bilhão.

No Palmeiras, apesar do enxugamento por conta do cenário atual mundial, o departamento financeiro descartou crise. O Palmeiras em 2021 teve uma das maiores receitas em vendas/transferência de jogadores.

Athletico-PR lidera o ranking de desempenho financeiro durante a pandemia, também com superávit e, assim como o Palmeiras, muito devido a questão de transferências de jogadores.

O Bragantino surpreendeu com a fusão da marca Red Bull ao seu clube, e obviamente, que a previsão era de que iria crescer em patrimônio. Ao montar um time super competitivo, mostrou que veio para investir com bom dinheiro. O clube teve o maior crescimento entre os times da série A de 2020. Só que o porém é que a opção de não divulgar os balancetes do clube faz com que a transparência diminua muito, e não saibamos ao certo qual é o panorama financeiro.

Contudo, com o respirar das finanças, é muito possível que dentro de campo o retorno esportivo possa chegar. Vemos clubes grandes na série B se acabando de dívidas, com as contas assustadoramente bizarras. Outros se destacam positivamente e vem crescendo ao longo dos anos, como os citados. E fica também a menção honrosa ao Fortaleza e Ceará, que logo estarão nessas posições mais acima.

Esperamos que sejam finais eletrizantes, como o espectador merece. Com a paz reinando nos estádios e o show acontecendo dentro de campo.

Nós agradeceremos.

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