
Neste domingo (1), o Arsenal venceu o Corinthians por 3 a 2 em jogo emocionante no Emirates Stadium, com a equipe inglesa conquistando a primeira edição da Copa das Campeãs.
Digno de uma final eletrizante e cheia de expectativa, o jogo começou acelerado para ambas as equipes, adotando uma postura ofensiva na partida. Logo nos primeiros minutos, Alessia Russo encontrou espaço e obrigou Lelê a fazer uma grande defesa. A resposta corinthiana veio em seguida, com Gabi Zanotti arriscando de fora da área e levando perigo ao gol inglês, com a bola passando por cima do travessão. Com mais presença ofensiva, o Arsenal passou a ocupar melhor os espaços e, aos 15 minutos, aproveitou um erro defensivo da equipe brasileira para abrir o placar. Stina Blackstenius finalizou para outra grande defesa de Lelê, mas no rebote Olivia Smith apareceu livre para empurrar a bola para o fundo das redes, no Emirates Stadium. Sem se abater, o Corinthians encontrou forças na bola parada. Aos 20 minutos, após cobrança de escanteio, Gabi Zanotti subiu mais alto que a zaga e cabeceou para o gol. A goleira Borbe chegou a tocar na bola, mas ela já havia ultrapassado a linha, resultando o empate e levando a torcida à loucura. Um dos grandes nomes do primeiro tempo, Lelê seguiu garantindo o empate ao evitar boas oportunidades criadas pelas atacantes do Arsenal, mantendo o jogo equilibrado até o intervalo.
Na volta para a segunda etapa, o Arsenal intensificou a pressão, empurrando o Corinthians para o campo defensivo. A primeira chance surgiu aos 52 minutos, novamente com Alessia Russo, que finalizou para mais uma defesa da goleira corinthiana. A insistência inglesa deu resultado aos 59 minutos, quando, após cruzamento na área, Lotte Wubben-Moy saiu livre da marcação e cabeceou firme para marcar o segundo gol das Gunners. Com dificuldades, o Corinthians não conseguia sair do campo defensivo na saída de bola e acabava sendo obrigado a afastar de todo o jeito, o que facilitava a recuperação da posse de bola pelo Arsenal. A equipe paulista só conseguiu respirar pouco antes dos 70 minutos, quando Duda Sampaio encontrou Jhonson com um belo passe. A atacante venceu na corrida, mas finalizou para a defesa da goleira, desperdiçando a chance do empate. Quando a vitória inglesa parecia encaminhada, o drama tomou conta da decisão. Nos acréscimos, em uma rara chegada do Corinthians ao ataque, Robledo e Katie McCabe disputaram a bola dentro da área, e a atacante corinthiana caiu no lance. Após revisão do VAR, a árbitra assinalou pênalti, reacendendo a esperança das Brabas. Vic Albuquerque foi para a cobrança e converteu, empatando o jogo em 2 a 2 e levando a final para a prorrogação.
Embalado pelo empate, o Corinthians voltou para a prorrogação com intensidade e, logo no primeiro minuto, Vic Albuquerque cabeceou com perigo, forçando Borbe a mandar a bola para escanteio. O Arsenal, porém, respondeu no fim do primeiro tempo da etapa extra. Em um roubo de bola, a equipe londrina puxou um contra-ataque rápido, Frida Maanum encontrou Foord, que finalizou rasteiro para recolocar o Arsenal em vantagem.
No tempo final, o cansaço físico passou a pesar. O Corinthians lutava para buscar mais uma reação, enquanto o Arsenal se fechava e tentava administrar o resultado. O clima dramático aumentou quando a goleira Borbe sofreu uma concussão após choque com uma companheira de equipe e precisou deixar o campo de maca.
Decretando o fim da partida minutos depois, o apito final selou uma final histórica. Com a vitória por 3 a 2, o Arsenal confirmou o título da Copa das Campeãs.