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Danilo é pego de surpresa com chance de venda ao Nottingham Forest e planeja seguir no Botafogo até a Copa

Volante teve nome envolvido em negociação conduzida por John Textor, mas resistiu à saída e reforçou desejo de permanecer no clube em meio a cenário financeiro delicado

Foto: Vítor Silva/Botafogo

O volante Danilo não esperava que seu nome estivesse no centro de uma negociação internacional neste início de temporada. A possibilidade de venda para o Nottingham Forest surgiu de forma inesperada tanto para o jogador quanto para seus representantes e expôs, mais uma vez, o momento turbulento vivido fora de campo pelo Botafogo.

A movimentação foi conduzida por John Textor e, segundo apuração do ge, encontrou resistência interna dentro do clube. A negociação acabou sendo interrompida após uma decisão judicial, impedindo o avanço do acordo e mantendo o atleta no elenco alvinegro.

Mais do que uma simples tratativa de mercado, o episódio escancarou tensões administrativas, atrasos financeiros e a insegurança que ronda o ambiente do clube neste início de 2026. Para Danilo, no entanto, a prioridade segue clara: permanecer no Botafogo ao menos até a próxima Copa do Mundo.

O desejo de continuidade e o impacto dos atrasos financeiros

Apesar do interesse europeu, Danilo tem como plano seguir no clube e consolidar sua trajetória no futebol brasileiro antes de uma eventual nova experiência internacional. A intenção do jogador é ficar no Botafogo pelo menos até a Copa, entendendo que a continuidade esportiva pode ser decisiva para seus objetivos profissionais.

Nos bastidores, porém, o cenário foi de tensão. Com atrasos no pagamento de direitos de imagem e do FGTS, os representantes do volante chegaram a cogitar o acionamento da Justiça para pedir a rescisão contratual. A possibilidade existiu, foi discutida e ganhou força em meio à instabilidade financeira enfrentada pela SAF alvinegra.

As pendências, no entanto, foram quitadas. Com os pagamentos regularizados, Danilo optou por permanecer, sinalizando comprometimento com o projeto esportivo mesmo em um momento de fragilidade administrativa. A decisão foi vista internamente como um gesto importante de confiança, especialmente em um contexto no qual o clube convive com críticas da torcida e questionamentos públicos sobre sua gestão.

Os números da negociação e o saldo real para o Botafogo

A negociação com o Nottingham Forest envolvia cifras expressivas, mas que, na prática, teriam impacto bem menor do que os valores anunciados inicialmente. Danilo seria vendido por € 19 milhões, enquanto Álvaro Montoro deixaria o clube por € 15 milhões.

Somados, os valores chamam atenção. No entanto, ao descontar aproximadamente € 20 milhões que o Botafogo ainda deve ao clube inglês, além de comissões e impostos, o saldo líquido da operação giraria em torno de € 8 milhões. Um montante considerado modesto diante da importância técnica dos dois jogadores e do histórico recente de propostas mais robustas.

Esse detalhe ajuda a explicar a resistência interna à negociação. Em setembro do ano passado, o Botafogo chegou a recusar uma oferta do Fulham no valor de € 30 milhões por Danilo, cifra significativamente superior àquela debatida agora.

Assédio de outros clubes e resposta dentro de campo

Nas últimas semanas, o nome de Danilo voltou a circular no mercado. Palmeiras e o Zenit sondaram a situação do jogador, atentos ao momento financeiro instável do Botafogo e às possibilidades de negócio.

Enquanto isso, dentro de campo, o volante respondeu da melhor forma possível. Destaque na goleada sobre o Cruzeiro, Danilo mostrou protagonismo, intensidade e leitura de jogo, reforçando sua importância no elenco e deixando claro que, esportivamente, sua permanência faz diferença.

A atuação serviu também como resposta simbólica em meio às especulações, reafirmando que, apesar do cenário extracampo conturbado, o jogador segue focado no futebol.

Liminar judicial, janela europeia e discurso de estabilidade

O Nottingham Forest ainda tem prazo até o dia 2 de fevereiro para registrar novos jogadores, mas o Botafogo segue impedido de negociar atletas por força de uma liminar judicial. Mesmo diante das dificuldades, John Textor sustenta o discurso de que ninguém deixará o clube neste momento.

O dirigente reconhece que a proposta do clube inglês foi considerada, mas reforça que o planejamento atual passa pela manutenção das principais peças do elenco. O modelo apresentado pelo Forest previa, inclusive, que Danilo e Montoro permanecessem no Botafogo por empréstimo até junho, o que não foi suficiente para avançar o acordo.

Entre incertezas administrativas, decisões judiciais e movimentações de mercado, Danilo permanece. Sua escolha de ficar não apaga os problemas do clube, mas simboliza um raro ponto de estabilidade em meio ao caos. Para o torcedor, fica a sensação de alívio momentâneo e a esperança de que, ao menos dentro de campo, o Botafogo consiga encontrar respostas enquanto tenta se reorganizar fora dele.

Emanoelly Rozas
Setorista Futebol Europeu e Futebol Carioca extracampo

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