
A Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil) declarou apoio à proposta da International Surfing Association (ISA) que prevê mudanças nos critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Verão de 2028, em Los Angeles. A iniciativa pode reduzir o peso do Championship Tour da WSL no processo olímpico e ampliar a importância do ISA Games e de eventos continentais na definição das vagas.
Em entrevista, o presidente da entidade, Teco Padaratz, confirmou o posicionamento favorável. “A gente apoia a decisão da ISA. Isso vai estimular a competitividade nos pré-olímpicos e valorizar a WSL no último ano de classificação. Essas cinco vagas serão as mais disputadas”, afirmou.
O Brasil chega ao debate respaldado por resultados recentes: medalhas no masculino e no feminino nos Jogos Olímpicos de 2024 e o ouro de Italo Ferreira nos Jogos Olímpicos de 2020.
Entre as principais mudanças propostas está a redução das vagas via ranking da WSL. Em Paris 2024, eram dez homens e oito mulheres, com limite de dois atletas por país. O novo modelo prevê cinco atletas por gênero, com apenas um representante por país. Também está em debate a adoção do ranking do próprio ano olímpico, após as quatro primeiras etapas do Circuito Mundial, como critério classificatório.
As alterações ainda dependem de aprovação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e, se confirmadas, podem redesenhar o caminho para Los Angeles 2028.