
A International Surfing Association (ISA), entidade vinculada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), divulgou nesta sexta-feira (20) o novo modelo de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A principal alteração está no peso do Circuito Mundial da WSL, que passará a distribuir apenas cinco vagas por gênero, metade do que ocorreu na edição de Paris 2024.
A mudança provocou repercussão imediata entre surfistas profissionais, que utilizaram as redes sociais para manifestar insatisfação com o novo formato.
O torneio olímpico em Los Angeles contará com 48 competidores, divididos igualmente entre masculino e feminino (24 em cada). Permanece o limite máximo de três atletas por país em cada gênero. As vagas serão majoritariamente individuais, com exceção das obtidas via ISA Games de 2026 e 2027, que terão classificação por equipes.
A disputa do surfe nos Jogos de 2028 está prevista para acontecer em Lower Trestles, em San Clemente, na Califórnia.
Como ficam as vagas
Circuito Mundial da WSL
O ranking do Championship Tour passará a conceder cinco vagas masculinas e cinco femininas, com restrição de um surfista por país. A ISA informou que a definição irá considerar a classificação do CT até meados de 2028, sem detalhar a data exata de corte.
ISA Games
A edição de 2028 do evento distribuirá dez vagas por gênero, também limitadas a um atleta por nação. Já os ISA Games de 2026 e 2027 garantirão uma vaga por país às seleções com melhor desempenho coletivo.
Eventos continentais
O sistema ainda contempla campeões regionais. Estão na rota olímpica:
- Jogos Asiáticos 2026 (1 vaga por gênero)
- Jogos Pan-Americanos 2027 (1 vaga por gênero)
- Campeonato Europeu 2027 (1 vaga por gênero)
- ISA Games 2027 (1 vaga por gênero para África e Oceania, condicionada a top 25 no ranking)
Reação da elite do surfe
Logo após o anúncio, nomes do circuito mundial criticaram publicamente o novo critério, principalmente pela redução das vagas via WSL.
O brasileiro Yago Dora classificou a decisão como “uma completa falta de respeito” com o esporte e com as próximas gerações. Já João Chianca, o Chumbinho, afirmou que o sistema é “o mais injusto já criado”, acusando a entidade de não considerar a opinião dos atletas do tour.
A repercussão negativa indica que o tema deve seguir em debate dentro da comunidade do surfe profissional até o ciclo olímpico de 2028.