ISA redefine caminho olímpico do surfe para Los Angeles 2028 e gera reação de atletas ISA Olimpíadas Surfe WSL by Simone Saltiel - 21 fevereiro, 202621 fevereiro, 20260 Foto: ISA / Tim McKenna A International Surfing Association (ISA), entidade vinculada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), divulgou nesta sexta-feira (20) o novo modelo de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A principal alteração está no peso do Circuito Mundial da WSL, que passará a distribuir apenas cinco vagas por gênero, metade do que ocorreu na edição de Paris 2024. A mudança provocou repercussão imediata entre surfistas profissionais, que utilizaram as redes sociais para manifestar insatisfação com o novo formato. O torneio olímpico em Los Angeles contará com 48 competidores, divididos igualmente entre masculino e feminino (24 em cada). Permanece o limite máximo de três atletas por país em cada gênero. As vagas serão majoritariamente individuais, com exceção das obtidas via ISA Games de 2026 e 2027, que terão classificação por equipes. A disputa do surfe nos Jogos de 2028 está prevista para acontecer em Lower Trestles, em San Clemente, na Califórnia. Como ficam as vagas Circuito Mundial da WSL O ranking do Championship Tour passará a conceder cinco vagas masculinas e cinco femininas, com restrição de um surfista por país. A ISA informou que a definição irá considerar a classificação do CT até meados de 2028, sem detalhar a data exata de corte. ISA Games A edição de 2028 do evento distribuirá dez vagas por gênero, também limitadas a um atleta por nação. Já os ISA Games de 2026 e 2027 garantirão uma vaga por país às seleções com melhor desempenho coletivo. Eventos continentais O sistema ainda contempla campeões regionais. Estão na rota olímpica: Jogos Asiáticos 2026 (1 vaga por gênero) Jogos Pan-Americanos 2027 (1 vaga por gênero) Campeonato Europeu 2027 (1 vaga por gênero) ISA Games 2027 (1 vaga por gênero para África e Oceania, condicionada a top 25 no ranking) Reação da elite do surfe Logo após o anúncio, nomes do circuito mundial criticaram publicamente o novo critério, principalmente pela redução das vagas via WSL. O brasileiro Yago Dora classificou a decisão como “uma completa falta de respeito” com o esporte e com as próximas gerações. Já João Chianca, o Chumbinho, afirmou que o sistema é “o mais injusto já criado”, acusando a entidade de não considerar a opinião dos atletas do tour. A repercussão negativa indica que o tema deve seguir em debate dentro da comunidade do surfe profissional até o ciclo olímpico de 2028. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print