Durante o último dia 18 de fevereiro, a notícia que movimentava os bastidores do futebol brasileiro era de uma possível rescisão de contrato do cria da colina Philippe Coutinho, fato esse que atingiu em cheio o cenário interno do Vasco de forma repentina.
Com a surpresa negativa, a diretoria alvinegra até buscou contato com o jogador a fim de repensar em novas alternativas e tentar criar soluções para essa situação, porém Coutinho já havia se decidido sobre seu futuro no Vasco.

O cria da colina chegou no meio de 2024 com o clima de muita festa, música e um carinho nostálgico vindo da torcida alvinegra.
Porém, a exuberante expectativa dos amantes do jogador e do clube infelizmente se resultou em uma clara frustração com os últimos episódios do Vasco em campo, fato esse que desestabilizou o meio campista.

A instabilidade mental que vai além do campo
A pauta sobre saúde emocional vem se fortalecendo nesses últimos anos com os inúmeros casos de desgaste mental no mundo. Atletas como Adriano, Galhardo e Calleri já sofreram com o abalo emocional e dessa vez, Philippe Coutinho revelou que o motivo de sua saída é para priorizar seu bem-estar psicológico.
O atleta passou por alguns episódios de pressão e de cobrança por parte da torcida vascaína -que não mostrava estar contente com resultados e desempenhos do elenco- e que junto com o gasto mental, sentiu que seu ciclo no clube já havia se encerrado.
Em suas redes, o jogador menciona:
“Ser julgado por inúmeras pessoas por algo que não faz parte do meu caráter é difícil demais (…) a verdade é que estou muito cansado mentalmente(…)”

Esse episódio com o meio campista só reforça o que o ex técnico da seleção brasileira, Tite, já relatou sobre a relação entre ambos em 2020:
“Coutinho precisa de carinho, de conversa, precisa ser mimado. Sua personalidade é um pouco frágil. Não temos que ser paternalistas, temos que entender a forma de tirar o melhor de cada jogador. Os atletas são diferentes e não podemos tratá-los da mesma forma.”
A rescisão de forma oficial
Na noite dessa sexta-feira (20), o Vasco oficializou a quebra do contrato de Philippe Coutinho, que se encerraria no meio do ano.
O atleta recebia cerca de R$1,5 milhão por mês, o que impactava a folha do clube, que agora, poderá ter uma economia grande com a saída de Coutinho.
Pela sua última passagem no gigante da colina, foram 81 jogos, 17 gols marcados e 7 assistências.
Ao todo, as duas passagens totalizaram 124 partidas do meia, que balançou a rede 22 vezes e que contribuiu com 9 assistências.
