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WSL 2025: Filipe Toledo se destaca em Margaret River e brasileiros enfrentam pressão na última etapa antes do corte

Filipe Toledo (Foto: Andrew Shield/WSL)

A etapa de Margaret River, na Austrália, teve início com fortes emoções na última sexta-feira (sábado, no horário local), marcando o último desafio da temporada da WSL antes do corte que define os classificados para o Championship Tour de 2026. O destaque inicial ficou por conta do bicampeão mundial Filipe Toledo, que brilhou ao aterrissar com precisão após despencar de uma onda excelente, garantindo vaga direta no Round 3.

Filipinho foi o primeiro dos onze brasileiros a competir na etapa. Com uma performance sólida, ele somou 15.10 pontos, atrás apenas do japonês Connor O’Leary, que liderou a bateria com 15.80. O havaiano Imaikalani deVault ficou em terceiro com 14.43 e terá que disputar a repescagem.

O evento promete ser decisivo para os atletas que ainda lutam por uma vaga no CT de 2026. Ao todo, nove brasileiros estão na disputa entre os homens, sendo que apenas Italo Ferreira, Yago Dora, Miguel Pupo e o próprio Filipinho já garantiram seus lugares com antecedência. Entre os que ainda buscam a permanência está Edgar Groggia, que vive a situação mais crítica: em seu ano de estreia na elite, ele ainda não passou da fase 2. Com uma nota total de 9.80 na estreia, Groggia ficou em terceiro na bateria vencida por Kanoa Igarashi (14.26), seguido por Alan Cleland (14.17), e agora depende de um resultado improvável — alcançar a final — para seguir no circuito.

Entre os bons desempenhos do dia, João Chianca (Chumbinho) se destacou com a melhor pontuação da abertura. Ele somou 16.00 pontos, incluindo um 8.83, superando Jordy Smith (12.87) e Mikey McDonagh (11.47). A bateria ainda teve um momento curioso de disputa acirrada na remada entre Chumbinho e McDonagh pela prioridade de onda.

Yago Dora, vice-líder do ranking, avançou em segundo lugar em sua bateria, atrás do australiano Liam O’Brien (15.33). Dora somou 12.33, deixando Winter Vincent (9.40) fora da briga direta. Já Italo Ferreira, líder do ranking, venceu sua bateria com autoridade. Ele encontrou as melhores ondas em condições difíceis e somou 14.10, superando os australianos George Pittar (10.33) e Jacob Willcox (5.00).

No feminino, Luana Silva também se destacou em Margaret River. Atual campeã mundial júnior, a brasileira foi dominante na quarta bateria ao enfrentar as australianas Isabella Nichols e Sally Fitzgibbons. Luana somou 13.77 com notas 7.27 e 6.50, liderando com folga e avançando às oitavas de final junto com Nichols (8.90). Fitzgibbons (8.67) caiu para a repescagem.

Com previsão de condições ainda mais favoráveis nos próximos dias, a etapa australiana promete intensificar a disputa por pontos cruciais e definir o futuro de vários surfistas brasileiros na elite mundial. A janela do evento vai até 27 de maio, e a próxima chamada será nesta segunda-feira (19), a partir das 20h15 (horário de Brasília).

Simone Saltiel
Repórter Esportiva, Editora e Social Media

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