
O Botafogo sub-20 até começou a partida mostrando personalidade e repetindo os bons sinais da estreia no Carioca, mas a expulsão ainda no primeiro tempo foi determinante para a derrota por 2 a 1 para o Sampaio Corrêa, neste domingo, no Lourival Gomes, pela segunda rodada da Taça Guanabara. O Alvinegro saiu na frente com Kauan Toledo, mas não conseguiu sustentar o resultado com um jogador a menos e acabou superado pela pressão dos donos da casa.
O início alvinegro foi animador. Organizado, agressivo na marcação e com boa ocupação dos espaços, o Botafogo precisou de apenas quatro minutos para abrir o placar, quando Kauan Toledo recebeu dentro da área e finalizou com precisão. O gol cedo parecia consolidar um cenário favorável, com o time jovem confortável no jogo e controlando as ações iniciais.
Tudo mudou aos 27 minutos, quando Rogerinho foi expulso após uma entrada dura, alterando completamente o panorama da partida. Com a vantagem numérica, o Sampaio Corrêa passou a adiantar suas linhas e empurrou o Botafogo para o campo defensivo. A equipe alvinegra tentou se reorganizar em bloco baixo, mas passou a sofrer com segundas bolas e erros na saída de jogo.
A pressão surtiu efeito ainda no primeiro tempo. Aos 38 minutos, após uma bola mal afastada pela defesa, Rodrigo Andrade aproveitou a sobra para empatar, refletindo o momento do jogo. O Botafogo, já mais desgastado física e mentalmente, foi para o intervalo tentando minimizar os danos.
Na volta do segundo tempo, o roteiro seguiu o mesmo. O Sampaio manteve a intensidade e, logo aos cinco minutos, conseguiu a virada em novo lance confuso dentro da área, finalizado por Lucas Marreta. O Botafogo ainda reclamou de um possível toque de mão na jogada, mas a arbitragem confirmou o gol.
Com um a menos, o Alvinegro até tentou equilibrar as ações, mas teve dificuldades para sair jogando e criar chances claras. O desgaste ficou evidente, enquanto o Sampaio administrou a vantagem com mais posse e presença ofensiva. A derrota deixa o Botafogo com três pontos, ainda na vice-liderança do Grupo B, mas serve de alerta sobre como detalhes — especialmente disciplina e controle emocional — podem ser decisivos em um campeonato curto como o Carioca.