O maior ídolo da modalidade no país, o eterno “Mão Santa” deixa legado histórico dentro e fora das quadras

O basquete brasileiro se despede, nesta sexta-feira (17/04), de um de seus maiores símbolos. Morreu aos 68 anos Oscar Schmidt, considerado o maior jogador da história do basquete nacional e um dos maiores do mundo.
Sua morte ocorreu em Santana de Parnaíba (SP), após um mal-estar em casa. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), próximo de onde morava, em Alphaville, mas não resistiu a uma parada cardíaca.
Natural de Natal (RN), Oscar construiu uma carreira de 26 anos marcada por números impressionantes e feitos históricos. Com 49.973 pontos, foi por muito tempo o maior pontuador da história do basquete mundial, sendo superado apenas em 2024 por LeBron James. Pela seleção brasileira, tornou-se uma lenda ao disputar cinco Jogos Olímpicos, de Moscou-1980 a Atlanta-1996, e ao acumular 1.093 pontos, recorde que o mantém como maior cestinha da história das Olimpíadas.
O maior título de Oscar Schmidt pela Seleção Brasileira veio em 1987, quando protagonizou a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Na final, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, com 46 pontos, em uma das maiores atuações da história do basquete nacional.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar eternizou a camisa 14 da seleção brasileira e foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país. Mesmo sem atuar na NBA, recusando inclusive uma proposta do New Jersey Nets para seguir defendendo o Brasil, construiu reconhecimento global. Seu talento o levou ao Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, ao Hall da Fama da NBA.
Ao longo da carreira, defendeu clubes importantes no Brasil e no exterior, sempre deixando sua marca como um dos maiores pontuadores da história do esporte.