Brasil liga o alerta antes das oitavas: lesões podem mudar planos de Ancelotti na Copa CBF Copa do Mundo Seleção Brasileira by Emanoelly Rozas - 3 julho, 20263 julho, 20260 Lucas Paquetá teve lesão muscular confirmada após a vitória sobre o Japão, enquanto Casemiro deixou o gramado com dores e aumentou a preocupação da Seleção Brasileira antes do duelo contra a Noruega Foto: Rafael Ribeiro/CBF A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 veio com vitória, alívio e também preocupação. Após superar o Japão por 2 a 1 e seguir vivo na busca pelo hexacampeonato, a Seleção Brasileira passou a conviver com dúvidas importantes para a sequência do torneio. O principal problema está no meio-campo. Lucas Paquetá deixou a partida ainda no intervalo sentindo dores na parte posterior da coxa esquerda e, após exames, teve uma lesão muscular confirmada. A situação praticamente tira o jogador do confronto contra a Noruega e coloca sua participação nas próximas fases em dúvida. Para Carlo Ancelotti, a baixa chega em um momento delicado. A partir de agora, qualquer detalhe pesa muito mais. No mata-mata, não existe margem para erro, e perder uma peça importante pode mudar completamente a forma de jogar da equipe. Paquetá era peça importante no equilíbrio do Brasil A ausência de Paquetá preocupa porque o meia vinha sendo uma peça de confiança no esquema brasileiro. Mais do que participar da criação ofensiva, ele ajudava na pressão sobre a saída de bola adversária, dava mobilidade ao meio-campo e fazia a ligação entre os volantes e o ataque. Em uma Seleção com jogadores muito ofensivos, esse equilíbrio é fundamental. Sem Paquetá, Ancelotti terá de escolher entre reforçar o meio-campo com uma opção mais defensiva ou apostar em uma formação mais criativa, com Neymar atuando por dentro e se aproximando de Vinícius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha. Casemiro assusta, mas situação parece menos grave Outro susto veio com Casemiro. O volante deixou o gramado na reta final da vitória sobre o Japão reclamando de dores na perna esquerda. A imagem preocupou torcedores e comissão técnica, principalmente pelo peso que o jogador tem dentro do elenco. Depois da partida, porém, Casemiro tranquilizou o ambiente ao indicar que sentiu apenas uma forte cãibra no músculo adutor. A princípio, a situação não é considerada grave, mas o camisa 5 seguirá sendo monitorado pela preparação física. Mesmo assim, o alerta está ligado. Em uma Copa do Mundo, desgaste físico acumulado pode virar problema rapidamente. Raphinha ainda preocupa a Seleção A lista de cuidados médicos não para em Paquetá e Casemiro. Raphinha segue em processo de recuperação após sentir dores musculares no confronto contra o Haiti. O atacante vem realizando tratamento intensivo e sua evolução é acompanhada de perto pela comissão técnica. Sua ausência reduz uma característica importante do ataque brasileiro: intensidade sem bola. Além da velocidade e da qualidade ofensiva, Raphinha costuma ajudar muito na recomposição defensiva e na pressão sobre os defensores adversários. Sem ele, Ancelotti perde uma peça que dá equilíbrio ao lado direito do campo. Neymar pode ganhar mais responsabilidade Com Paquetá fora e Raphinha ainda em recuperação, Neymar pode ganhar mais espaço no time. O camisa 10 voltou a atuar durante a Copa e aparece como uma alternativa natural para aumentar a criatividade brasileira no meio-campo. A dúvida é saber se Ancelotti vai utilizá-lo desde o início ou como opção para o segundo tempo. A presença de Neymar também muda a dinâmica ofensiva. Ele pode aproximar os pontas, acelerar a troca de passes e oferecer ao Brasil uma solução técnica em jogos mais fechados. Noruega vira teste ainda mais perigoso O próximo desafio brasileiro será contra a Noruega, pelas oitavas de final. A equipe europeia chega embalada e exige atenção, especialmente pela força física e capacidade ofensiva. Por isso, o Brasil precisará estar equilibrado, não apenas talentoso. Ancelotti terá poucos dias para definir a melhor formação e ajustar o time sem comprometer a estrutura que levou a Seleção até aqui. A boa notícia é que o elenco brasileiro possui profundidade e alternativas. A má notícia é que a fase eliminatória não permite testes longos. A partir de agora, cada escolha pode definir o futuro do Brasil na Copa. E se o sonho do hexacampeonato segue vivo, ele passa também pela capacidade da Seleção de lidar com seus próprios desfalques. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print