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Brasil liga o alerta antes das oitavas: lesões podem mudar planos de Ancelotti na Copa

Lucas Paquetá teve lesão muscular confirmada após a vitória sobre o Japão, enquanto Casemiro deixou o gramado com dores e aumentou a preocupação da Seleção Brasileira antes do duelo contra a Noruega

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 veio com vitória, alívio e também preocupação. Após superar o Japão por 2 a 1 e seguir vivo na busca pelo hexacampeonato, a Seleção Brasileira passou a conviver com dúvidas importantes para a sequência do torneio.

O principal problema está no meio-campo. Lucas Paquetá deixou a partida ainda no intervalo sentindo dores na parte posterior da coxa esquerda e, após exames, teve uma lesão muscular confirmada. A situação praticamente tira o jogador do confronto contra a Noruega e coloca sua participação nas próximas fases em dúvida.

Para Carlo Ancelotti, a baixa chega em um momento delicado. A partir de agora, qualquer detalhe pesa muito mais. No mata-mata, não existe margem para erro, e perder uma peça importante pode mudar completamente a forma de jogar da equipe.

Paquetá era peça importante no equilíbrio do Brasil

A ausência de Paquetá preocupa porque o meia vinha sendo uma peça de confiança no esquema brasileiro.

Mais do que participar da criação ofensiva, ele ajudava na pressão sobre a saída de bola adversária, dava mobilidade ao meio-campo e fazia a ligação entre os volantes e o ataque.

Em uma Seleção com jogadores muito ofensivos, esse equilíbrio é fundamental.

Sem Paquetá, Ancelotti terá de escolher entre reforçar o meio-campo com uma opção mais defensiva ou apostar em uma formação mais criativa, com Neymar atuando por dentro e se aproximando de Vinícius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha.

Casemiro assusta, mas situação parece menos grave

Outro susto veio com Casemiro.

O volante deixou o gramado na reta final da vitória sobre o Japão reclamando de dores na perna esquerda. A imagem preocupou torcedores e comissão técnica, principalmente pelo peso que o jogador tem dentro do elenco.

Depois da partida, porém, Casemiro tranquilizou o ambiente ao indicar que sentiu apenas uma forte cãibra no músculo adutor. A princípio, a situação não é considerada grave, mas o camisa 5 seguirá sendo monitorado pela preparação física.

Mesmo assim, o alerta está ligado. Em uma Copa do Mundo, desgaste físico acumulado pode virar problema rapidamente.

Raphinha ainda preocupa a Seleção

A lista de cuidados médicos não para em Paquetá e Casemiro.

Raphinha segue em processo de recuperação após sentir dores musculares no confronto contra o Haiti. O atacante vem realizando tratamento intensivo e sua evolução é acompanhada de perto pela comissão técnica.

Sua ausência reduz uma característica importante do ataque brasileiro: intensidade sem bola.

Além da velocidade e da qualidade ofensiva, Raphinha costuma ajudar muito na recomposição defensiva e na pressão sobre os defensores adversários. Sem ele, Ancelotti perde uma peça que dá equilíbrio ao lado direito do campo.

Neymar pode ganhar mais responsabilidade

Com Paquetá fora e Raphinha ainda em recuperação, Neymar pode ganhar mais espaço no time.

O camisa 10 voltou a atuar durante a Copa e aparece como uma alternativa natural para aumentar a criatividade brasileira no meio-campo. A dúvida é saber se Ancelotti vai utilizá-lo desde o início ou como opção para o segundo tempo.

A presença de Neymar também muda a dinâmica ofensiva. Ele pode aproximar os pontas, acelerar a troca de passes e oferecer ao Brasil uma solução técnica em jogos mais fechados.

Noruega vira teste ainda mais perigoso

O próximo desafio brasileiro será contra a Noruega, pelas oitavas de final.

A equipe europeia chega embalada e exige atenção, especialmente pela força física e capacidade ofensiva. Por isso, o Brasil precisará estar equilibrado, não apenas talentoso.

Ancelotti terá poucos dias para definir a melhor formação e ajustar o time sem comprometer a estrutura que levou a Seleção até aqui.

A boa notícia é que o elenco brasileiro possui profundidade e alternativas. A má notícia é que a fase eliminatória não permite testes longos.

A partir de agora, cada escolha pode definir o futuro do Brasil na Copa.

E se o sonho do hexacampeonato segue vivo, ele passa também pela capacidade da Seleção de lidar com seus próprios desfalques.

Emanoelly Rozas
Setorista Futebol Europeu e Futebol Carioca extracampo

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