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A volta do 10

Foto: Reprodução Instagram @diegoribas10

A previsão de volta era de 4 a 5 meses. A expectativa pelo retorno era só na temporada 2020. A lesão foi dura, de cirurgia complexa e considerada grave. O último jogo dele foi na última derrota do Flamengo na Libertadores. Vocês já devem saber de quem estou falando, né? Ele mesmo, o camisa 10 do Flamengo, o meia Diego Ribas.

Em julho deste ano, na derrota do Flamengo para o Emelec por 2 a 0, no Equador, Diego saiu de campo de maca após a entrada dura do meia Dixon Arroyo. O meia do Flamengo havia sofrido uma fratura no tornozelo esquerdo com lesão ligamentar. A cirurgia, que durou quase três horas, realizada no dia 25 de julho, era o começo de um novo processo de recuperação que Diego iria passar pelos, até então, próximos quatro meses.

Mas se tem algo que devemos destacar é o departamento médico do Flamengo. Trabalho incrível que Dr. Márcio Tannure e toda equipe vem realizando a cada lesão dos atletas. Vitinho, Arrascaeta, Rafinha e Filipe Luis se juntam a Diego no grupo de jogadores lesionados que voltaram (bem) antes do previsto.

Em um trecho da mensagem deixada em seu perfil no Twitter, o camisa 10 afirma: “Confesso que o golpe foi muito forte, por esse momento, eu realmente não esperava (…) Uma coisa é certa, o melhor está por vir e minha dedicação, empenho e entusiasmo em busca disso são inegociáveis.”

Três meses depois, após muitos dias de fisioterapia e treinamento intensivo junto a Rafael Winicki, Dr. Tannure e cia, Diego estava de volta aos gramados. E por coincidência do destino, ou não, em um jogo de Libertadores. Um jogo não, O JOGO. 38 anos depois da conquista do título, a equipe do Flamengo se classificava para a grande final, após uma goleada histórica de 5 a 0 sobre Grêmio, em um Maracanã lotado por quase 70.000 torcedores.

Toda dedicação, empenho e entusiasmo entravam em campo com o 10 do Flamengo naquela noite mágica. Aos 41 minutos do 2º tempo, Ribas entrou no lugar de Gerson e recebeu a faixa de capitão de Éverton Ribeiro. Gesto de amizade dentro e fora das quatro linhas, exaltado pelo jogador após a partida.

— Foi uma atitude muito bonita realmente do Éverton, ele é um jogador sensacional, e um ser humano também, uma pessoa diferente. Nós somos amigos e quem ganha com esse relacionamento de respeito que nós temos é a equipe, e isso dá pra ver no nosso desempenho dentro de campo. Eu só tenho a agradecer e retribuir sempre que possível – afirmou Diego.

E assim, Diego, que está a 90 minutos de levantar a Taça Libertadores da América 2019, escreveu mais uma página da sua história.

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