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Dia dos Namorados: amor e rivalidade em campo

Casais contam suas histórias de amor e como o futebol influenciou em seus relacionamentos 

Por Raphaela Curty

Hoje é dia de contar histórias românticas. Até porque, existem várias formas de se conhecer alguém. Seja no trabalho, na faculdade, no curso, no barzinho, na noitada ou na internet. E se essas trilhas sonoras tiverem um toque ou muito de rivalidade, fanatismo, gritos de gol e muitas risadas? Reunimos alguns casais que contaram um pouco sobre seus relacionamentos e a influência do futebol em suas vidas amorosas.

A Paula (Fluminense) e o Danilo (Botafogo) formam um casal daqueles bem apaixonados e, quando o assunto é futebol, não é diferente. Ela tricolor e ele alvi-negro fanáticos tiveram influência do esporte até quando se conheceram. Ele trabalhava em um jornal de esportes e foram apresentados pelo primo dela que também atua na área. Desde então, não se desgrudaram mais e levaram o amor pelo futebol com eles para o altar. O fanatismo é tanto que para a filha, Nina, já criaram um novo time: FlumiFogo.

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Com o casal, Daniele (Fluminense) e Vitor (Botafogo), a rivalidade é tanta que eles não conseguem assistir muito tempo o clássico vovô em uma mesma TV ou no mesmo lado do estádio. “Já ficamos até sem nos falar por causa disso. A história mais engraçada é que a nossa filha, Manuela, não pode usar a camisa de nenhum dos dois times, apesar de ter as duas. E, por causa de toda essa rivalidade, atualmente ela diz que não tem time.”, conta Daniele.

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Daniel (Vasco) e Cynthia (Flamengo) contam que a rivalidade diminuiu muito entre os dois com o passar dos anos, mas ainda rolam umas briguinhas por causa disso. “No início do namoro, combinamos de ir a um clássico dos milhões, em partida eliminatória. Fomos na branca (cadeira neutra), mas ficamos brigando porque ambos queriam ficar mais perto de sua torcida, até que encontramos um ponto mais neutro. No final do jogo, o Vasco estava ganhando e em qualquer ponto do estádio parecia só haver vascaínos cantando! Então eu (Cynthia), irritada, lembrei que havíamos combinado de sair antes do jogo para fugir das confusões de torcida. Ele disse que não se lembrava de ter combinado isso e não iria sair. Então discutimos e eu fui pra casa sozinha.”.

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E quem disse que quem é de torcida, não arruma um par? Na história de Mariana (Flamengo) e Eduardo (Bahia) o amor veio de uma outra torcida. Frequentadores de torcidas organizadas de seus respectivos times, eles se conheceram por um amigo em comum. “Foi o amor ao futebol que nos uniu”. Mariana diz que, quando os times se enfrentam no Rio, ela acompanha o marido na torcida do Bahia e já até vestiu o casaco do time baiano. Mas que, para ele vestir a camisa rubro-negra ainda é um desafio. Já os filhos, Henrique e Maria Eduarda, torcem pelo Bahia. “Já acompanhei ele em jogos do Bahia pelo nordeste e, quando a partida não é contra o meu time, fica mais fácil torcer para o dele”.

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Os flamenguistas Bruno e Leila se conheceram em 2010 e o culpado? A paixão em comum pelo Flamengo. Ele escrevia para o site Magia Rubro Negra, ela era uma leitora assídua e, foi no Twitter, onde trocaram suas primeiras palavras e tudo começou. Mesmo com a distância, já que Leila morava em João Pessoa (PB) e Bruno no Rio, logo começaram a namorar. E ela deu um jeito de se mudar para o Rio, perto de seus dois amores. “Encontrei nela uma companheira perfeita para todos os momentos. Juntos já fomos à Vila Belmiro, presenciar o jogo histórico contra o Santos, o famoso 5×4, em 2011. Fomos também em jogos fora do Brasil, para Guayaquil, Equador, ver a vitória sobre o Emelec na Libertadores, estávamos entre os 18 torcedores rubro-negros naquela noite, e, para Orlando, EUA, ver o basquete do Flamengo jogar a pré-temporada da NBA contra o Orlando Magic. Foram momentos inesquecíveis!.”, conta Bruno. O casal agora aguarda ansiosamente para levar a filha recém-nascida, Maria, para as arquibancadas.

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Os vascaínos Flávia e João Pedro se conheceram no local que já consideravam como segunda casa: São Januário. A paixão pelo clube os uniu cada vez mais, até que, em 2014, eles se casaram. “Atualmente, o Vasco continua sempre nos nossos planos, mesmo quando a grana aperta, damos um jeito de ir aos jogos. Me emociono muito por ter conhecido o amor da minha vida em São Januário. Nossa paixão é tanta que em nosso casamento rolou o grito do “casaca” e tudo”, conta Flávia.

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A nossa Dama do Esporte, Luciana, também tem sua história romântica. Ela, fanática pelo Flamengo e de família que sempre frequentou os jogos do time, conheceu o João, que era vascaíno, mas não ligava muito para futebol. “No início do namoro ele brincava que eu iria larga-lo para ir aos jogos. Com o passar do tempo, eu comecei a não ir tanto, mas ele convivia com minha família toda rubro-negra, até que um dia, ele se pegou torcendo também. Falei que só acreditava se ele fosse ao estádio comigo. Até que, aos poucos, ele começou a ir, comprar camisa e gostar de frequentar os estádios”. Mas ela afirma que nunca fez pressão para que ele ‘virasse a casaca’.

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Para quem ainda espera encontrar um namorado perdido nas arquibancadas, falamos também com um solteiro. Cesar é flamenguista e afirma que o seu fanatismo sempre o dificultou na busca de sua cara metade. “Tive algumas namoradas, mas nenhuma gostava tanto do Flamengo quanto eu. E acabávamos sempre brigando porque ela queria ir ao teatro ou ao cinema e eu não abria mão de ver um jogo. No momento estou à procura de uma namorada que goste muito de futebol, me acompanhe nos estádios e seja rubro-negra”, afirma.

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