A modalidade praticada nas ruas desafia os limites do corpo, da mente e da gravidade
Por Raphaela Curty

Criado na década de 90 por David Belle e colegas, o Parkour foi inspirada nos feitos heróicos de seu pai Raymond Belle – um guerreiro socorrista na guerra do Vietnã e herói do corpo de bombeiros de elite de Paris. Resumindo, é um treino de transposição de obstáculos que estão nas ruas e em outros ambientes, como escalar muros, se equilibrar em corrimões ou saltar sobre vãos. Com habilidade, velocidade e precisão, os praticantes buscam desenvolver corpo e mente juntos.
A modalidade, ainda nova e tem como objetivo principal, a superação dos próprios limites. Para Mário Morel, de 19 anos, o desafio é transformar um muro ou qualquer outro obstáculo em novas possibilidades de movimentos. “O Parkour é visto como um conjunto de habilidades e técnicas, novas descobertas em cada obstáculo, tanto do seu corpo, quanto do ambiente onde é praticado”.
Ele conta que conheceu a modalidade em um vídeo do youtube: “Le Parkour Evolution” e se inspirou também no filme 007 Cassino Royale quando tinha 12 anos. “Eu sempre quis fazer movimentos de super heróis e personagens como o Jakie Chan, por exemplo. Aí descobri o Parkour, vi que uma galera treinava aos domingos na Lagoa e passei a frequentar”.
A modalidade é recente e começou a evoluir junto com o youtube, onde os praticantes de todo mundo podem acompanhar novas técnicas e possibilidades. Por isso, Mário acredita que os praticantes brasileiros já têm o mesmo nível de habilidades, comparado aos de outros países. “Em janeiro deste ano, foi o brasileiro Bird que venceu o Desafio Urbano e ele competiu entre os melhores do mundo”, conta.
Para quem quer começar, ele sugere que faça treinos de força e alongamento e que se divirta praticando o Parkour. “A graça é ir curtindo cada etapa e sentir o corpo. Quem estiver procurando por um estilo mais livre e urbano, pode encontrar grupos que praticam no parque das crianças, no Aterro do Flamengo. E se a pessoa preferir iniciar em um local mais seguro, o Rio tem algumas empresas especializadas no assunto”, sugere.
O Leandro Lombardi, de 26 anos, é praticante e professor da modalidade. Ele conta que conheceu o Parkour há dez anos, quando a modalidade estava começando a ser difundida no Brasil. “Desde que descobri o esporte, achei esteticamente interessante e desafiador. Atualmente dou aula de Parkour e pratico corrida e yoga para aperfeiçoar meu condicionamento físico e auxiliar na concentração e consciência corporal”, explica.

