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Fazendo história em Paris, equipe brasileira feminina de ginástica artística garante medalha inédita nos Jogos Olímpicos

Foto: Naomi Baker/Getty Images

Na tarde desta terça-feira (30), foi dia de fazer história em Paris. Rebeca Andrade, Flavia Saraiva, Lorrane Oliveira, Julia Soares e Jade Barbosa conquistaram a primeira medalha da história da ginástica artística feminina por equipes do Brasil.

Em uma competição muito acirrada com grandes equipes como a dos Estados Unidos, Itália e Grã-Bretanha, as brasileiras foram à Arena Bercy em busca de um lugar no pódio. O primeiro aparelho do percurso foi as barras assimétricas, aparelho no qual o Brasil não tem o seu melhor desempenho. Já no aquecimento, Flavia Saraiva assustou a todos após cair na barra e cortar o supercílio, mas logo foi atendida pela equipe médica e competiu normalmente.

Quem abriu os trabalhos pelo lado brasileiro foi a carioca Lorrane Oliveira, que conseguiu cumprir sua série sem preocupação e garantiu um 13.000. Após Lorrane, foi a vez de Flavia Saraiva. A carioca estava apreensiva por conta da queda e por não ter aquecido, mas conseguiu completar perfeitamente sua série, garantindo um 13.666. A última foi Rebeca Andrade, que mais uma vez repetiu o feito das classificatórias, garantindo as maiores notas da equipe, sendo um 14.533 nas barras. Pela somatória da equipe, foram conquistados 41.199.

O segundo aparelho brasileiro foi a trave, contando mais uma vez com a série perfeita de Julia Soares. Na etapa final, Julia acabou tendo uma queda, o que diminuiu um pouco a sua nota, mas mesmo assim continuou com uma boa pontuação, garantindo um 12.400. Flavia Saraiva veio logo em seguida e também teve alguns problemas em sua série. A atleta de 25 anos acabou desequilibrando em alguns momentos e perdeu alguns pontos, ficando com 13.433. Finalizando a trave, foi a vez de Rebeca Andrade, que mesmo desequilibrando em alguns momentos, ainda conseguiu uma boa e alta nota, sendo um 14.133. Pela somatória da equipe, foram conquistados 39.966, o aparelho de menor somatória das brasileiras.

Os dois últimos aparelhos eram os de melhor desempenho para as brasileiras. O primeiro escolhido para tentar a recuperação foi o solo. Julia Soares iniciou trazendo novamente o som de raça negra e garantiu um 13.233. Flavia Saraiva veio em seguida, com uma série de alto nível e com muita perfeição. A carioca garantiu um 13.533. Para finalizar, veio novamente Rebeca Andrade com o icônico “Baile de Favela”, impressionando a todos e garantindo mais uma vez uma nota na casa dos 14 pontos, um 14.200. Pela somatória da equipe, foram conquistados 40.966.

No último aparelho, as brasileiras precisavam arriscar para tentar entrar no pódio, pois estavam na 6ª posição do ranking, ficando fora da zona de medalhas. A primeira foi Jade Barbosa. A veterana enfrentou alguns problemas no seu salto após não conseguir tanta altura e não cravar a saída, mas ainda assim, garantiu um 13.366. Flavia Saraiva foi novamente a segunda. Sem problemas e fazendo um salto impecável, Flavia garantiu um 13.900. Rebeca Andrade vinha com a responsabilidade de colocar as brasileiras na zona de medalhas novamente; tudo dependia da sua nota no salto. A ginasta paulista apostou tudo no salto e conseguiu uma nota incrível na casa dos 15 pontos, colocando a equipe na briga por medalha.

Após a equipe da Grã-Bretanha não alcançar a pontuação necessária, a equipe brasileira já tinha a sua medalha garantida, só restava saber se seria de prata ou bronze. A cor da medalha brasileira estava nas mãos de Simone Biles no solo. A americana fez uma apresentação impecável e colocou a equipe dos Estados Unidos na 1ª colocação, com o Brasil finalizando em 3º lugar com o bronze inédito.

Maria Fernanda dos Santos
Setorista Futebol Mineiro, Ginástica Artística e Skate

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