Documentário: Maria Lenk, A Essência do Espírito Olímpico – de Iberê Carvalho
Hoje, as Damas do Esporte estreiam uma série de matérias especiais sobre as olimpíadas. A largada será dada com Maria Lenk, a recordista mundial que dá nome ao Parque Aquático Maria Lenk, local das provas de natação e saltos ornamentais dos jogos do Rio.
A atleta foi pioneira no esporte feminino, em uma época onde as mulheres não tinham suporte para realizar tais feitos. É a única brasileira a conquistar a melhor marca do mundo nas piscinas e foi a primeira nadadora brasileira e sul-americana a competir em Olimpíadas, nos jogos de Los Angeles, em 1932, quando tinha 17 anos. A atleta que deu suas primeiras braçadas nas águas do Rio Tiête, em 1925, custeou sua primeira viagem em busca dos recordes olímpicos, com 68 outros atletas e teve que competir com uniforme emprestado.
A também responsável pela introdução do nado borboleta, quando o nadou nas Olimpíadas de 1936 em Berlim, em uma prova de peito, quebrou seus primeiros recordes mundiais e individuais, nos 200m e 400m de peito, em Tóquio, no ano de 39.
Em 1940, quando tinha tudo para se tornar a primeira medalha olímpica feminina em esportes individuais, a Segunda Guerra Mundial impediu que os jogos olímpicos acontecessem. A façanha ficou com a saltadora Maurren Maggi, 68 anos depois, em Pequim.
De personalidade muito forte, Lenk se tornou membro da Sociedade Americana de Técnicos de Natação e concluiu o curso de Educação Física na Universidade de Springfield. No Brasil, ela ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A atleta faleceu em 2007, aos 92 anos.
