Guerreira não foge da luta Outros by Marina Damas - 11 outubro, 201911 outubro, 20190 1º Encontro de Árbitros e Atletas Juntas pelo Futebol Feminino. Foto: Úrsula Nery / FERJ A palavra desistência não existe no dicionário da Duda, da Thayane, da Micaela, do Hamilton e de tantas outras meninas que representam, com muito orgulho, o Greminho. O time, que ficou conhecido após sofrer a goleada de 56 a 0 para o Flamengo/Marinha no Campeonato Carioca recebeu, na segunda-feira (7), a medalha de Fair Play da competição. Em um evento promovido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, árbitras e atletas se uniram formando o “1º Encontro de Árbitros e Atletas Juntas pelo Futebol Feminino”. Para Maria Eduarda, capitã da equipe do Greminho, o evento foi de extrema importância para discutir assuntos como preconceito no futebol feminino – Foi muito legal poder estar junto das árbitras e falar sobre esse preconceito que ainda é muito grande tanto com as jogadoras, quanto com as árbitras. Ali, vimos que isso não pesa apenas sobre nós, e sim para discutir um preconceito geral que existe. Nos divertimos demais, foi bem interessante cada momento, brincamos e ainda ganhei brinde por participar. Já aguardo o próximo encontro – divertiu-se Duda. A medalha de Fair Play é muito mais que uma “premiação”. Ela representa o trabalho árduo do presidente e treinador Hamilton, da luta diária das atletas que dividem o dia entre trabalho como auxiliar de logística, design de sobrancelha, entrega de doces e montagem de brinquedos infantis, com os treinos no humilde campo de areia no bairro de Cosmos, zona oeste do Rio de Janeiro. Duda ainda garante que a medalha faz parte do trabalho de cada uma das atletas. – Mostramos ser uma equipe disciplinada e essa medalha representa o conhecimento de um trabalho onde a disciplina, está em primeiro lugar. O campeonato serviu como aprendizado para todas nós da equipe. Curtimos cada segundo de tudo, serviu como oportunidade para mostramos o nosso trabalho – declarou. O encontro também teve a participação de representantes do El Shaddai, Pérolas Negras, CUFA, árbitras do quadro do Rio de Janeiro e diretores da FERJ. O intuito foi debater sobre temas como a valorização da modalidade, caminhos para o crescimento, a persistência, o jogo limpo e os obstáculos que árbitras e jogadoras enfrentam no futebol feminino. Obstáculos que são vistos de perto por Duda, Mariany, Patrícia, mas sempre sem deixar a peteca cair. Ou melhor, a bola. Como na música “Ta Escrito” do grupo Revelação, “Às vezes a felicidade demora a chegar, aí é que a gente não pode deixar de sonhar, guerreira não foge da luta, não pode correr, ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer.” A vitória pode até demorar a chegar, mas o amor pelo futebol e a persistência pela realização dos sonhos, vão ser sempre os maiores fair plays da vida. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print