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Guerreira não foge da luta

1º Encontro de Árbitros e Atletas Juntas pelo Futebol Feminino. Foto: Úrsula Nery / FERJ 

A palavra desistência não existe no dicionário da Duda, da Thayane, da Micaela, do Hamilton e de tantas outras meninas que representam, com muito orgulho, o Greminho.

O time, que ficou conhecido após sofrer a goleada de 56 a 0 para o Flamengo/Marinha no Campeonato Carioca recebeu, na segunda-feira (7), a medalha de Fair Play da competição. Em um evento promovido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, árbitras e atletas se uniram formando o “1º Encontro de Árbitros e Atletas Juntas pelo Futebol Feminino”.

Para Maria Eduarda, capitã da equipe do Greminho, o evento foi de extrema importância para discutir assuntos como preconceito no futebol feminino

– Foi muito legal poder estar junto das árbitras e falar sobre esse preconceito que ainda é muito grande tanto com as jogadoras, quanto com as árbitras. Ali, vimos que isso não pesa apenas sobre nós, e sim para discutir um preconceito geral que existe. Nos divertimos demais, foi bem interessante cada momento, brincamos e ainda ganhei brinde por participar. Já aguardo o próximo encontro – divertiu-se Duda.

A medalha de Fair Play é muito mais que uma “premiação”. Ela representa o trabalho árduo do presidente e treinador Hamilton, da luta diária das atletas que dividem o dia entre trabalho como auxiliar de logística, design de sobrancelha, entrega de doces e montagem de brinquedos infantis, com os treinos no humilde campo de areia no bairro de Cosmos, zona oeste do Rio de Janeiro.

Duda ainda garante que a medalha faz parte do trabalho de cada uma das atletas.

– Mostramos ser uma equipe disciplinada e essa medalha representa o conhecimento de um trabalho onde a disciplina, está em primeiro lugar. O campeonato serviu como aprendizado para todas nós da equipe. Curtimos cada segundo de tudo, serviu como oportunidade para mostramos o nosso trabalho – declarou.

O encontro também teve a participação de representantes do El Shaddai, Pérolas Negras, CUFA, árbitras do quadro do Rio de Janeiro e diretores da FERJ. O intuito foi debater sobre temas como a valorização da modalidade, caminhos para o crescimento, a persistência, o jogo limpo e os obstáculos que árbitras e jogadoras enfrentam no futebol feminino.

Obstáculos que são vistos de perto por Duda, Mariany, Patrícia, mas sempre sem deixar a peteca cair. Ou melhor, a bola.

Como na música “Ta Escrito” do grupo Revelação, “Às vezes a felicidade demora a chegar, aí é que a gente não pode deixar de sonhar, guerreira não foge da luta, não pode correr, ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer.” A vitória pode até demorar a chegar, mas o amor pelo futebol e a persistência pela realização dos sonhos, vão ser sempre os maiores fair plays da vida.

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