
Por Simone Saltiel
A Liga Mundial de Surfe (WSL) precisou adiar pelo oitavo dia seguido a terceira fase da etapa nas Ilhas Fiji nesta segunda-feira (13). Apesar de terem aparecido algumas ondas de até 1m em Cloudbreak, os organizadores acharam que ainda eram muito inconsistentes para a competição.
A comissão técnica está prevendo um novo swell, com ondas entre 1m e 2m, para os últimos dias da janela, que se encerra na quinta-feira (17). Ainda assim, voltarão a avaliar nesta terça-feira (14) as condições do mar e tentar uma nova chamada a partir das 16h30, pelo horário de Brasília.
Vale lembrar que o nosso Brazilian Storm ainda tem oito de seus dez atletas na competição. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Jadson André, Miguel Pupo e Alejo Muniz lutam pela chance de conquistar o título nas Ilhas Fiji.
A natureza é quem manda
Muitas pessoas criticam a WSL por escolherem a cidade do Rio de Janeiro como palco da etapa brasileira no circuito. O motivo? A falta de ondas fantásticas para um campeonato desse porte. Mas, como podemos ver nessa quinta etapa, a natureza pode surpreender e fazer com que lugares dos sonhos, como as Ilhas Fiji, também passem por esse problema.
A etapa de Fiji é uma das mais esperadas, por conta de seus incríveis tubos nos picos de Cloudbreak e Restaurants, em Tavarua, além do cenário paradisíaco que o lugar proporciona.
Nas duas primeiras fases do Fiji Pro, não chegamos a ver grandes performances, como era esperado tanto pela organização, como pelos surfistas e seus fãs. O mar andava bem diferente do que estávamos acostumados a ver nos anos anteriores, sem as ondas e tubos espetaculares, que levam os amantes do surfe ao delírio. E agora passamos de uma semana sem competição por falta de ondas que sejam consistentes o bastante para prosseguir com a etapa. Em contrapartida, já vimos também ondas bastante boas e inesperadas outras vezes no Rio Pro.
Com isso, podemos concluir que a natureza é quem manda, e nem sempre quer dizer que os lugares mais maravilhosos em relação a ondas sejam realmente as melhores opções sempre. O que faz do Circuito Mundial (WCT) ainda mais apaixonante, com mais emoção e grandes surpresas.
Confira as baterias do Round 3:
HT1 – Gabriel Medina (BRA) x Matt Banting (AUS)
HT2 – Michel Bourez (TAH) x Kanoa Igarashi (EUA)
HT3 – Filipe Toledo (BRA) x Dusty Payne (HAV)
HT4 – Jordy Smith (AFS) x Kelly Slater (EUA)
HT5 – Wiggolly Dantas (BRA) x Conner Coffin (EUA)
HT6 – Adriano de Souza (BRA) x Keanu Asing (HAV)
HT7 – Italo Ferreira (BRA) x Jadson André (BRA)
HT8 – Jeremy Flores (FRA) x Josh Kerr (AUS)
HT9 – Mick Fanning (AUS) x Adam Melling (AUS)
HT10 – John John Florence (HAV) x Taj Burrow (AUS)
HT11 – Adrian Buchan (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
HT12 – Matt Wilkinson (AUS) x Alejo Muniz (BRA)