
Com gol do título na prorrogação, profecia, drama e emoção: o dia 04/11 ficará marcado para sempre na história do tricolor das Laranjeiras e sua torcida. Fluminense e Boca Juniors duelaram diante de um Maracanã cheio no último sábado para decidir o título da Conmebol Libertadores. Para os argentinos, a conquista seria a sétima em sua história e para o tricolor, o primeiro título continental da história do clube. Diferentemente de 2008, dessa vez a glória eterna chegou e a equipe de Fernando Diniz saiu vitoriosa pelo placar de 2 a 1. Germán Cano abriu o placar ainda no primeiro tempo, Advíncula deixou tudo igual na segunda etapa e John Kennedy saiu do banco na prorrogação, marcou o gol do título e gravou seu nome na história.
O primeiro tempo da partida foi marcado pelo total domínio do Fluminense na maior parte do tempo. Nos primeiros minutos, os argentinos tentaram explorar os contra ataques e conseguiram dois bons lances com Merentiel e depois do Cavani, mas Fábio teve pouco trabalho até então. Na segunda metade do primeiro tempo, a equipe carioca passou a acionar mais Jhon Arias pela direita, conseguindo ter o controle da posse de bola e passar mais tempo no campo de ataque. E nessa construção de jogadas, saiu o primeiro gol do duelo. Tabelando com Arias pelo lado direito, Keno cruzou rasteiro e Germán Cano bem posicionado finalizou da marca do pênalti para abrir o placar da decisão. Foi o 13º gol do argentino, que se consagrou o artilheiro da competição.
Na volta do intervalo, o Fluminense apostou nas jogadas de velocidade com Keno e Arias com os espaços que eram cedidos pelo Boca, mas não conseguiu ser efetivo para aumentar a vantagem no placar. Os argentinos passaram a ser mais agressivos, ficando mais presente no campo de ataque. Após algumas chances desperdiçadas, o empate veio aos 26 minutos. Quando Marcelo vacilou na marcação, Advíncula cortou para o meio após receber o passe de Medina e acertou o canto direito de Fábio para igualar a decisão. O peruano foi o artilheiro do Boca na competição. Na sequência, Fernando Diniz promoveu mudanças no time com as entradas de Diogo Barbosa, Lima e John Kennedy. Aos 43 minutos, os argentinos quase chegaram a virada, quando Merentiel arriscou um belo chute de longe, mas a finalização foi para fora. Quando o jogo já se encaminhava para a prorrogação, o tricolor perdeu o que poderia ter sido o gol do título no tempo normal. Diogo Barbosa recebeu passe de Lima e ficou livre para finalizar, mas bateu mal.
A partida ganhou ares de drama e tensão no primeiro tempo da prorrogação e logo aos 8 minutos, John Kennedy que entrou na segunda etapa do tempo normal, aproveitou a sobra de cabeça dada por Keno e soltou um belo chute para fazer o segundo do Flu, que ali ficava cada vez mais perto da taça. O atacante foi comemorar junto com a torcida e acabou sendo advertido. Como já estava amarelado, na sequência levou cartão vermelho e foi expulso. O Boca chegou tentar se lançar ao ataque nos minutos restantes, mas o tricolor conseguiu segurar a vantagem.
A profecia de Diniz que dizia que Kennedy faria o gol do título se concretizou e trouxe o título continental inédito, que coroou o excelente trabalho do técnico na temporada.