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A sensação do momento: Corrida de Rua atrai cada vez mais participantes

Por Fernanda Pizzotti

A Corrida de Rua atrai cada vez mais pessoas seja para se divertir, para cuidar da saúde ou até mesmo para fazer novas amizades. Um exemplo disso é a Maratona do Rio, que aconteceu em maio, e contou com a participação de 29 mil pessoas. Para 2017, foram disponibilizadas mais mil vagas, já que para a corrida deste ano as inscrições foram esgotadas seis meses antes do evento. Ou seja, sucesso garantido para 2017, lembrando ainda que as inscrições já estão abertas. Mas o que motiva essas milhares de pessoas? Qual o segredo da corrida de rua? A jornalista Lissandra Torres, de 30 anos, aderiu às corridas há dois anos e confessa que foi influenciada por essa nova “moda”.

“A primeira prova que participei foi a WRun e era voltada apenas para mulheres, o que me encantou. O kit da corrida era lindo e no fim ainda ganhava uma medalha. Por mais que a gente pague por isso, é um estímulo e tanto!”.

Lissandra orgulhosa com a primeira medalha
Lissandra orgulhosa com a primeira medalha

Mas ela garante que a corrida vai muito além dos kits. Num primeiro momento eles podem ser os atrativos, mas Lissandra enxerga a corrida como uma forma de extravasar: “O meu objetivo com a corrida é aliviar o estresse do dia a dia e me manter ativa. Além de ajudar a emagrecer, algo que luto a vida inteira”, contou aos risos.

Em agosto, durante as Olimpíadas, os amantes da modalidade ficarão órfãos, pois não vai rolar corrida oficial, mas isso não impede a galera de treinar. A professora de Educação Física e personal trainner, Daniele Guedes, de 45 anos, formou um grupo de amigos para as corridas e conta que não cobra pelos treinos.

“Eu corro há sete anos e não tenho assessoria de corrida. Meus treinos são de graça. A gente tem um grupo bacana com cerca de 200 pessoas e as amizades aconteceram”, disse.

Para Daniele as pessoas buscam a corrida, em primeiro lugar, por causa da saúde. Mas ela garante que os eventos são divertidíssimos. Ela conta como tudo começou há dois anos:

A personal Daniele Guedes corre há sete anos
A personal Daniele Guedes (segunda da direita para a esquerda) corre há sete anos

“As inscrições em grupo são mais baratas, não vou negar. Comecei levando um ou outro aluno. Os kits são bem atrativos e os eventos, que tem seu preço inicial em torno de R$ 100, são ótimos. Hoje temos as corridas temáticas que também se destacam. As pessoas que aderem determinada causa acabam correndo quando se identificam”.

Benito diz que se sente um vencedor após as corridas
Benito diz que se sente um vencedor após as corridas

Quem também não tem assessoria e se apaixonou pela corrida de rua é o empresário Benito Otero, de 35 anos. Quando criança Benito jogou bola no Vasco da Gama dos 10 aos 13 anos e, há um ano, ele reencontrou o seu preparador físico visando o condicionamento físico para o futebol. A corrida sempre fez parte da vida do empresário seja na praia ou na esteira.

“Em um dos treinos corremos 8km, foi quando ele me chamou para participar das corridas de rua. Em um ano, participei de três e a última (domingo no Aterro) foi a mais legal de todas, pois era de 16km, fazia muito frio e eu estava gripado. Meu objetivo era completar 8Km, mas consegui vencer meu limite. Acho que essa é a parte mais bacana da corrida: se sentir um vencedor”, contou.

Diferentemente da Daniele e do Benito, Lissandra participa de uma assessoria e vê vantagens nisso. Segundo ela, a assessoria elabora uma planilha de corrida semanalmente e envia para cada aluno de acordo com os seus objetivos. São realizados sempre três treinos semanais. Ela garante que as assessorias comportam todas as faixas etárias.

“Na assessoria que frequento tem gente de todas as idades, inclusive, uma menina de 17 anos e gente mais velha, com mais de 50 anos. A assessoria monta uma tenda e dá todo suporte pra gente fazer o treino individualmente ou em grupo (quando os treinos são parecidos ou tem simulado de corrida). Têm alunos que, além da corrida, fazem funcional. Eu não faço essa parte porque, além da corrida, frequento a academia”.

Benito Otero não tem grupo e nem assessoria. Ele conta que nesta última foi com sete pessoas, mas que na hora da largada é cada um no seu ritmo.

“Eu tinha vontade de participar de grupos assim, mas a correria do dia a dia não permite. Acho muito interessante os estandes e a confraternização após o evento. Durante a própria corrida também. Nesta última tinha uma pessoa querendo desistir quando restavam 3km para o fim da prova. Ele foi motivado por outra pessoa do grupo e conseguiu concluir”, relembrou o empresário, afirmando ainda que a corrida é uma espécie de terapia: “Nesse momento você se desliga dos problemas e só pensa em vencer o seu limite”.

Outro fator que pesa bastante e faz aumentar o número de participantes das corridas é, sem dúvida, o resultado que ela oferece ao praticante do esporte.

“A pessoa acaba se viciando porque o corpo pede cada vez mais corridas. O praticante se sente melhor e mais bem condicionado. E se tiver uma alimentação adequada, melhor ainda. Muitas pessoas também são sozinhas e vão para conhecer gente e fazer novas amizades. Você acaba formando um grupo bacana que vai além da corrida ”, explica Daniele, que revelou ainda que corrida nunca foi o seu forte.

Daniele conta com um grupo de 200 pessoas
Daniele conta com um grupo de 200 pessoas

Lissandra, que já contabiliza 18 provas em dois anos (somente este ano já participou de seis), faz coro com a personal e vai além:

“Não tenho pretensão de virar atleta, ficar cronometrando pace (ritmo médio de corrida) e batendo recordes. Mas é libertador você não estar preso em uma sala fazendo exercícios com um monte de gente ao redor te observando. É o vento no rosto, o sol na cabeça, a chuva molhando a sua roupa, que diferenciam a corrida de rua. Você tem esse misto de sensações ao correr em lugares abertos. Cada dia é uma surpresa. E sabe o que é demais? O esporte pode ser praticado em qualquer lugar”.

Além das corridas pagas, existem as gratuitas como, por exemplo, o Projeto Braços Abertos, que acontece em comunidades como Borel, Rocinha, Vidigal, Dona Marta e Jacarezinho. No domingo (26/06), inclusive, acontece a Corrida do Bem – Edição Literária. Para participar, basta levar um, ou mais, livros literários novos ou usados, do gênero Infanto Juvenil para o estacionamento do Shopping Nova América.

E para aqueles que quiserem participar da 20ª Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, o evento acontece em 16 de outubro e também já está com inscrições abertas. As provas serão de 5km e 21km.

Então, bora correr, pessoal!

Fernanda Pizzotti
Fernanda Pizzotti - Jornalista Esportiva Repórter Rádio Band News FM

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