Jogos Olímpicos de 1972 ficam marcados por atentado terrorista
Tendo em vista os últimos ataques terroristas em Paris, em novembro de 2015, e em Instambul, Bruxelas e Iraque esse ano, por exemplo, toda precaução é válida durante as Olimpíadas. Ainda mais após a Agência Brasileira de Inteligência ter confirmado a ameaça de um francês ligado ao Estado Islâmico afirmando que o Brasil seria o próximo alvo. No entanto, foram os jogos olímpicos de Munique, em 1972, que ficaram marcados por uma grande tragédia. Há 44 anos, um grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro fez 11 integrantes da equipe olímpica de Israel reféns. A tragédia aconteceu na madrugada de 5 de setembro, quando os jogos já estavam na segunda semana.

O Comitê Olímpico Organizador da Alemanha Ocidental teria relaxado na segurança para evitar uma ideia de militarização nas cidades alemãs. O Comitê não queria repetir a imagem deixada dos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, quando o ditador nazista Adolf Hitler a usou para o seu benefício.

O saldo do massacre foi alto: 17 mortes. Seis treinadores israelenses, cinco atletas israelenses, cinco membros do Setembro Negro e um policial da Alemanha Ocidental. Apesar da resistência inicial, o Comitê Organizador das Olimpíadas decidiu suspender os jogos. Uma cerimônia foi feita no estádio olímpico de Munique, onde 80 mil espectadores e 3 mil atletas compareceram. Autoridades de vários países pelo mundo condenaram os atentados.
Em 2005 foi lançado o filme Munique, dirigido por Steven Spielberg, tendo sido indicado a cinco Óscares, incluindo melhor filme e melhor diretor. O filme conta a história da suposta operação de retaliação do governo israelense lançada logo após o massacre contra os responsáveis pelo atentado.

O atentado inaugurou a era do terrorismo em grandes eventos e levou o debate da segurança para o esporte. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, por exemplo, o Cristo Redentor terá um esquema especial de segurança.
Confira aqui a matéria do Jornal Nacional sobre o atentado
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