Botafogo cai na Libertadores: eliminação expõe falhas em campo e desordem fora dele Botafogo Libertadores da América by Mayara Pirasol - 22 agosto, 202522 agosto, 20250 Foto: Vitor Silva / Botafogo O Botafogo se despediu da Copa Libertadores nas oitavas de final de maneira melancólica. A derrota por 2 a 0 para a LDU, em Quito, foi mais do que um simples revés esportivo: expôs as fragilidades de um time mal preparado para a altitude, mal armado em campo e mal conduzido fora dele. O sonho do bicampeonato continental acabou cedo e, pela forma como aconteceu, foi merecido. A vitória por 1 a 0 no jogo de ida já parecia insuficiente, sobretudo diante do peso que a LDU tem em casa. E em Quito, a história desandou logo cedo. Aos seis minutos, Villamíl aproveitou falhas coletivas e abriu o placar, colocando o Botafogo em um buraco que só aumentaria ao longo da partida. A escolha de Davide Ancelotti por um meio-campo mais pesado, com Allan, Marlon Freitas e Danilo, não deu resultado. O time errou na saída de bola, rifou passes sem precisão e jamais conseguiu manter a posse. Sem Arthur Cabral em condições de jogar 90 minutos, o trio ofensivo com Artur, Matheus Martins e Savarino se mostrou inofensivo, incapaz de incomodar a defesa equatoriana. O segundo gol veio de forma cruel: após um escanteio mal marcado pela arbitragem, Marlon Freitas abriu o braço na área e cometeu pênalti. Azulgaray converteu e selou a eliminação. Nem mesmo a expulsão de Richard Mina, já no fim, mudou a história, porque ao Botafogo faltaram ideias, confiança e, principalmente, eficiência. O fracasso em Quito, porém, não pode ser explicado apenas pelo que aconteceu em campo. O bastidor ajuda a compreender por que o clube chega a esse ponto. John Textor insistiu na ideia de que a temporada só começaria em abril, enquanto os rivais se estruturavam. Depois da saída de Artur Jorge, foram quase dois meses de indefinição até a chegada de Renato Paiva, que, quatro meses depois, seria dispensado mesmo após uma vitória histórica sobre o PSG. A justificativa foi de que não se encaixava no vago “Botafogo Way”. A escolha de Davide Ancelotti foi veloz, mas também fruto do improviso. Mais uma vez, o clube trocou de técnico com o carro em movimento, e o preço foi pago na hora decisiva. Soma-se a isso um mercado pouco eficiente, com reforços caros e de baixo retorno, como Rwan Cruz, contratado por quase R$50 milhões para marcar apenas dois gols antes de ser emprestado. A eliminação escancara um Botafogo que sonha grande, mas insiste em tropeçar nos próprios erros. Faltam convicção e planejamento, sobra a sensação de improviso constante. Agora, resta a Copa do Brasil como último grande objetivo da temporada, já que no Brasileirão a diferença para o Flamengo é praticamente inalcançável. O confronto com o Vasco, pelas quartas de final, será uma oportunidade de mostrar que ainda há capacidade de reação. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print