Botafogo vira sobre o Juventude e ganha ânimo para a Copa do Brasil Botafogo Brasileirão by Mayara Pirasol - 25 agosto, 202525 agosto, 20250 Foto: Luiz Erbes / AGIF O Botafogo voltou a respirar no Brasileirão. Depois de uma semana dura, marcada pelas derrotas para o Palmeiras e, sobretudo, pela eliminação para a LDU na Libertadores, o time de Davide Ancelotti conseguiu se recompor e venceu o Juventude por 3 a 1, de virada, no Alfredo Jaconi. A vitória não apaga os erros recentes, mas traz o ânimo necessário para o que hoje é o grande objetivo de 2025: a Copa do Brasil. O treinador escalou um time considerado misto, mas que tinha mais titulares do que reservas, pensando no clássico contra o Vasco, na quarta-feira. E por pouco a estratégia não se complicou. O Juventude começou melhor e abriu o placar aos 29 minutos, com Batalla aproveitando cruzamento de Nenê e encobrindo o goleiro Neto, um dos estreantes da noite. O susto serviu para acordar o Botafogo, que encontrou o empate pouco depois: Arthur Cabral sofreu pênalti, e Alex Telles, revelado justamente pelo clube gaúcho, converteu sem vacilar. Se o primeiro tempo foi de atuação arrastada e pouca criatividade, o segundo guardava uma surpresa que mudaria a noite. Chris Ramos, espanhol de 28 anos, contratado recentemente após passagem pelo Cádiz, entrou no lugar de Joaquín Correa e, em pouco mais de 20 minutos, resolveu o jogo. Primeiro, recebeu de Arthur Cabral e acertou um chute seco de fora da área para virar o placar. Depois, aos 47, completou jogada de Santiago Rodríguez e fechou a conta. Estreia perfeita: dois gols, confiança elevada e a sensação de que o ataque alvinegro pode, enfim, ganhar alternativas. O goleiro Neto, outro estreante, também deixou boa impressão ao fazer defesas importantes quando o jogo ainda estava empatado, evitando que o Juventude retomasse a frente. A vitória levou o Botafogo a 32 pontos, firme na quinta posição, enquanto os gaúchos seguem atolados no Z-4, em 18º, com 18 pontos. Ainda que a atuação coletiva não tenha encantado, o resultado cumpre seu papel: devolve confiança a um time que parecia abatido e reforça a ideia de que a temporada está longe de terminar. A Libertadores já ficou para trás, mas a Copa do Brasil bate à porta e é uma oportunidade concreta de conquista. O duelo contra o Vasco, no meio da semana, será mais do que um clássico: é a prova de fogo para um Botafogo que, mesmo irregular, ainda quer brigar por algo grande em 2025. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print