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Botafogo vira sobre o Juventude e ganha ânimo para a Copa do Brasil

Foto: Luiz Erbes / AGIF

O Botafogo voltou a respirar no Brasileirão. Depois de uma semana dura, marcada pelas derrotas para o Palmeiras e, sobretudo, pela eliminação para a LDU na Libertadores, o time de Davide Ancelotti conseguiu se recompor e venceu o Juventude por 3 a 1, de virada, no Alfredo Jaconi. A vitória não apaga os erros recentes, mas traz o ânimo necessário para o que hoje é o grande objetivo de 2025: a Copa do Brasil.

O treinador escalou um time considerado misto, mas que tinha mais titulares do que reservas, pensando no clássico contra o Vasco, na quarta-feira. E por pouco a estratégia não se complicou. O Juventude começou melhor e abriu o placar aos 29 minutos, com Batalla aproveitando cruzamento de Nenê e encobrindo o goleiro Neto, um dos estreantes da noite. O susto serviu para acordar o Botafogo, que encontrou o empate pouco depois: Arthur Cabral sofreu pênalti, e Alex Telles, revelado justamente pelo clube gaúcho, converteu sem vacilar.

Se o primeiro tempo foi de atuação arrastada e pouca criatividade, o segundo guardava uma surpresa que mudaria a noite. Chris Ramos, espanhol de 28 anos, contratado recentemente após passagem pelo Cádiz, entrou no lugar de Joaquín Correa e, em pouco mais de 20 minutos, resolveu o jogo. Primeiro, recebeu de Arthur Cabral e acertou um chute seco de fora da área para virar o placar. Depois, aos 47, completou jogada de Santiago Rodríguez e fechou a conta. Estreia perfeita: dois gols, confiança elevada e a sensação de que o ataque alvinegro pode, enfim, ganhar alternativas.

O goleiro Neto, outro estreante, também deixou boa impressão ao fazer defesas importantes quando o jogo ainda estava empatado, evitando que o Juventude retomasse a frente. A vitória levou o Botafogo a 32 pontos, firme na quinta posição, enquanto os gaúchos seguem atolados no Z-4, em 18º, com 18 pontos.

Ainda que a atuação coletiva não tenha encantado, o resultado cumpre seu papel: devolve confiança a um time que parecia abatido e reforça a ideia de que a temporada está longe de terminar. A Libertadores já ficou para trás, mas a Copa do Brasil bate à porta e é uma oportunidade concreta de conquista. O duelo contra o Vasco, no meio da semana, será mais do que um clássico: é a prova de fogo para um Botafogo que, mesmo irregular, ainda quer brigar por algo grande em 2025.

Mayara Pirasol
Setorista Botafogo e NBA

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