Brasil desperdiça pênalti, sofre com Haaland e é eliminado pela Noruega nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 CBF Copa do Mundo Seleção Brasileira by Emanoelly Rozas - 6 julho, 20266 julho, 20260 Seleção Brasileira cria oportunidades, para em grande atuação do goleiro Nyland e vê Erling Haaland decidir a classificação norueguesa com dois gols no segundo tempo. Neymar ainda desconta de pênalti nos acréscimos, mas reação chega tarde e encerra o sonho do hexacampeonato Foto: Buda Mendes/Getty Images/Via Fifa A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo (5), de forma dolorosa e inesperada. Diante de um MetLife Stadium lotado, em East Rutherford, Nova Jersey, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega, em confronto válido pelas oitavas de final, e deu adeus ao sonho do hexacampeonato. Foi uma partida marcada por oportunidades desperdiçadas, decisões importantes do VAR, grandes defesas dos goleiros e, principalmente, pela eficiência de Erling Haaland. O atacante norueguês apareceu justamente quando sua seleção mais precisava e marcou os dois gols da classificação, enquanto Neymar diminuiu nos acréscimos em cobrança de pênalti. A eliminação interrompe uma campanha que havia mostrado evolução ao longo da fase de grupos e obriga a Seleção a iniciar um novo ciclo de reflexões. Noruega começa melhor e Brasil responde com um pênalti desperdiçado O jogo começou em ritmo intenso e mostrou desde os primeiros minutos que seria decidido nos detalhes. Logo aos dois minutos, Alexander Sørloth avançou pela direita e encontrou Patrick Berg dentro da área. O volante chegou a balançar as redes, mas o lance foi invalidado por impedimento na origem da jogada. O susto fez o Brasil acordar. Aos nove minutos, Rayan pressionou a saída de bola norueguesa, recuperou a posse no campo ofensivo e acionou Matheus Cunha, derrubado dentro da área. Inicialmente, o árbitro Ismail Elfath mandou o jogo seguir, mas foi chamado pelo VAR e, após revisar o lance no monitor, marcou a penalidade. O momento parecia ideal para a Seleção assumir o controle da partida. Depois de uma breve conversa entre os jogadores sobre quem faria a cobrança, Bruno Guimarães ficou com a responsabilidade. O volante bateu no canto direito, em meia altura, e facilitou a defesa de Ørjan Nyland, que caiu corretamente para impedir a abertura do placar. O erro teve impacto imediato no aspecto emocional do confronto. Nyland cresce e impede vantagem brasileira Mesmo após desperdiçar o pênalti, o Brasil continuou buscando o ataque. Vinícius Júnior criou boas jogadas pelo lado esquerdo e obrigou Nyland a realizar outra grande defesa ainda na primeira etapa. Do outro lado, Alisson também precisou trabalhar. Perto do intervalo, Martin Ødegaard recebeu livre na entrada da área e finalizou rasteiro. O goleiro brasileiro mostrou reflexo para evitar o gol norueguês e manter o empate sem gols. Os dois goleiros terminaram o primeiro tempo como protagonistas de uma partida extremamente equilibrada. Endrick muda o ritmo do Brasil Na volta para o segundo tempo, Carlo Ancelotti decidiu alterar o ataque. Aos 12 minutos, Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha e, praticamente em seu primeiro lance, teve a melhor oportunidade brasileira na etapa final. Após excelente passe de Vinícius Júnior, o jovem atacante invadiu a área e tentou tocar na saída de Nyland, mas a bola saiu pela linha de fundo. A entrada do camisa 9 aumentou a intensidade ofensiva da Seleção. Pouco depois, Bruno Guimarães voltou a assustar em finalização defendida pelo goleiro norueguês, embora o lance tenha sido posteriormente anulado por impedimento. Percebendo que o empate persistia, Ancelotti promoveu mais mudanças e colocou Neymar em campo aos 21 minutos da etapa final, buscando maior criatividade na construção das jogadas. Foto: Al Bello/Getty Images Haaland decide a classificação Durante boa parte da partida, Erling Haaland foi bem marcado pela defesa brasileira. Mas bastou uma oportunidade para mostrar por que é considerado um dos melhores centroavantes do futebol mundial. Aos 34 minutos do segundo tempo, Andreas Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland venceu Bruno Guimarães pelo alto para cabecear firme, sem chances para Alisson. O gol obrigou o Brasil a adiantar suas linhas e assumir ainda mais riscos. A estratégia abriu espaços para os contra-ataques noruegueses. Já aos 44 minutos, Haaland voltou a aparecer. O atacante recebeu na entrada da área com liberdade, ajeitou o corpo e finalizou cruzado no canto, ampliando para 2 a 0 e praticamente selando a classificação da Noruega. Com os dois gols, o camisa 9 chegou à marca de sete gols na Copa do Mundo e entrou definitivamente na disputa pela artilharia do torneio. Neymar marca, mas reação acontece tarde demais Mesmo em desvantagem, o Brasil não deixou de lutar. Nos acréscimos, Casemiro sofreu uma cotovelada de Leo Østigård dentro da área. Após nova revisão do VAR, o árbitro marcou o segundo pênalti da partida. Desta vez, Neymar assumiu a responsabilidade. Com tranquilidade, o camisa 10 deslocou Nyland e diminuiu o placar aos 54 minutos do segundo tempo. A torcida brasileira ainda acreditou em uma reação nos instantes finais, mas o tempo já era insuficiente. Pouco depois, o apito final confirmou a eliminação. O fim do sonho e o início de uma nova reflexão A derrota encerra a participação brasileira ainda nas oitavas de final, repetindo a pior campanha da Seleção em Copas desde 1990. Além disso, o resultado amplia um dado histórico incômodo. Caso o Brasil não conquiste o Mundial de 2030, completará 28 anos sem levantar a taça, igualando o maior intervalo sem títulos de sua história. Para Carlo Ancelotti, a eliminação deixa aprendizados importantes. A equipe mostrou evolução ao longo da competição, viu Vinícius Júnior assumir protagonismo, recuperou Neymar durante o torneio e apresentou momentos de bom futebol. No entanto, voltou a sofrer justamente no aspecto que costuma definir grandes competições: a eficiência. Enquanto a Noruega celebra uma classificação histórica e segue sonhando com um título inédito, o Brasil inicia mais um ciclo de reconstrução. O sonho do hexacampeonato terá de esperar mais quatro anos. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print