Pepê Gonçalves e Ana Sátila realizaram as provas sob as águas do Estádio Náutico de Vaires-sur-Marne, aos arredores da capital francesa

A estreia da equipe brasileira de canoagem slalom neste sábado (27), no Estádio Náutico de Vaires-sur-Marne, nas redondezas de Paris, foi definida por resultados distintos nas categorias feminina e masculina. Pepê Gonçalves foi o primeiro canoísta a estrear nas disputas da canoa individual masculina (c1) e foi eliminado, enquanto Ana Sátila competiu nas disputas do caiaque individual feminino (k1) e conseguiu avançar para as semifinais.
Sobre as provas
Pepê Golçalves foi o primeiro atleta de sua categoria a entrar no percurso sob as águas francesas. Na primeira descida, ele acabou fechando a prova no tempo de 111s07, tocando em 4 portões durante o trajeto. Na segunda descida, o brasileiro não conseguiu melhorar em relação ao desempenho anterior, pois, perdeu a passagem do 14º obstáculo e recebeu uma grave penalidade de 50 segundos, terminando a prova com 154s48. Ele terminou a classificação geral em 18º, dentre as 20 posições, e não avançou para as semifinais.
O atleta encarou a prova como um treino para sua real especialidade, o caiaque (k1).

Ana Sátila foi a 13ª atleta de sua categoria a realizar o percurso. Demonstrou muita destreza e rapidez desde o início, passando por todos os portões sem atingi-los e não obteve penalidades, realizando a primeira descida com 98s83 e alcançando a 12ª colocação parcial e classificação antecipada para as semifinais. Na segunda descida, procurou melhorar seu tempo e atingiu seu objetivo. Novamente sem erros, alcançou a marca de 96s88, assim terminando em 13º lugar, uma posição menos em relação a primeira etapa.
Ela voltará para o mesmo percurso no Vaires-sur-Marne neste domingo (28), buscando vaga nas finais. As fases semifinais e finais da slalom k1 feminina serão disputadas no mesmo dia, tendo início às 10h30 (horário de Brasília).
Diferenças entre a canoa (c1) e o caiaque (k1 e k1 extremo cross)
Apesar de serem provas dentro da canoagem slalom, as embarcações funcionam de formas diferentes: na canoa, os atletas a conduzem ajoelhados, com o auxílio de uma pá, já no caiaque, os atletas o conduzem sentados e com o auxílio de duas pás.
No entrando, em ambas as modalidades, os obstáculos são os mesmos. O atleta precisa passar por portas (o número varia de acordo com o peso da pista e o grau de dificuldade, sendo 25 o número máximo), que são formadas por dois canos suspensos. Nas portas verdes, o atleta precisa atravessá-las a favor da corrente e nas vermelhas, o atleta precisa retornar contra a corrente, passar por elas e depois voltar ao percurso.
O competidor que realizar o percurso em menor tempo e sem tocar em nenhuma das portas, já que esses toques representam penalidades de acréscimo de tempo na contagem final, vence.