
Hoje, o assunto mais falado nas últimas semanas em São Januário, a volta de Philippe Coutinho para o Vasco da Gama, se concretizou. O carioca que estudou no Colégio Vasco da Gama e se destacou desde muito novo nas bases do clube está de volta depois de 14 anos.
Em 2010, entrevistei o jovem Philippe Coutinho em São Januário para a minha tese de jornalismo sobre as mudanças nas relações entre torcedores e jogadores em uma “modernidade líquida” (citada por Bauman em seus livros). Na época, os grandes craques do futebol nacional acabavam indo cedo para fora do país e acabavam perdendo a conexão com os clubes que os lançavam.
Quando perguntei sobre sua relação com o Vasco e se um dia ele voltaria, ele demonstrou gratidão e respondeu: “Espero que dê tudo certo lá (na Europa), e quando eu encerrar meu ciclo fora do país, talvez eu possa voltar para o Vasco, que sempre me apoiou, tem uma torcida maravilhosa e eu sou muito grato.”
Não só deu tudo certo, como o craque foi para a Europa, voltou e foi anunciado em meio a uma sequência de vitórias do cruzmaltino no brasileirão. A conexão é tanta que a volta de Coutinho ganhou até um hit: “A barreira Vai Virar Baile” que não sai da cabeça do torcedor.