
O Vasco viveu uma noite inesquecível neste domingo (17). Jogando no Morumbis, o time comandado por Fernando Diniz não tomou conhecimento do Santos e aplicou 6 a 0, em partida da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O placar histórico representou a maior vitória Cruz-Maltina sobre o rival em 98 anos. Com isso, os cariocas chegaram a 19 pontos e subiram para a 16º posição, enquanto os santistas estacionaram nos 21 pontos, em 15º, ainda muito ameaçados pelo Z-4.
O duelo começou quente: logo aos 32 segundos, Hugo Moura levou cartão amarelo após entrada dura em Tiquinho Soares. Aos 18 minutos, Lucas Piton abriu o placar de cabeça após cruzamento de Nuno Moreira, em lance polêmico. Os santistas reclamaram que a bola teria saído pela lateral na origem da jogada, mas o VAR não apresentou imagem conclusiva e o gol foi validado.
O Santos ainda chegou a ter um pênalti marcado a favor, mas o VAR anulou o lance por impedimento de Guilherme no início da jogada. O primeiro tempo terminou com o Vasco em vantagem e a torcida santista vaiando.
Na volta do intervalo, o Peixe esboçou reação: Guilherme perdeu uma chance clara e Barreal acertou a trave. Mas o que parecia um alívio virou pesadelo. Em apenas 15 minutos, o Vasco construiu um massacre: Aos 06 minutos, David fez um golaço de voleio, dois minutos depois, aos 08, Coutinho ampliou em chute preciso após falha defensiva, e aos 14 minutos Rayan converteu pênalti após a bola bater na mão de Souza, lateral-esquerdo do Santos.
Atordoado, o Santos ainda levou mais dois lances de arte: Aos 16 minutos, Philippe Coutinho encobriu o goleiro Brazão com uma cavadinha de craque, e Tchê Tchê, seis minutos depois, aos 22, repetiu o gesto para selar o 6 a 0 histórico. O Vasco só não fez o sétimo porque Puma Rodríguez acertou o travessão no fim.
A derrota representou um marco doloroso para Neymar. Pela primeira vez em sua carreira, o camisa 10 sofreu uma derrota por seis gols de diferença. Chorando muito, deixou o gramado inconsolável e foi consolado por Fernando Diniz, técnico rival. Para piorar, levou o terceiro cartão amarelo e está suspenso do jogo contra o Bahia.
Nas arquibancadas, o clima foi de revolta: parte da torcida virou de costas para o campo e ironizou gritando “olé” a cada passe vascaíno. Fora do estádio, a Polícia Militar precisou usar gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter confrontos entre torcedores.
A goleada custou o cargo de Cléber Xavier, demitido logo após o apito final. O treinador deixou o clube com apenas cinco vitórias em 15 jogos. A diretoria já busca substituto e Jorge Sampaoli surge como favorito para reassumir o time.
O 6 a 0 superou o antigo recorde do clássico (5 a 1, registrado três vezes) e marcou a primeira derrota do Santos por seis gols em casa na história do Brasileirão. O Vasco não vencia por diferença tão larga desde o 7 a 1 sobre o São Paulo em 2001.
O Santos tenta juntar os cacos diante do Bahia, na Fonte Nova, no próximo domingo (24), às 16h. Já o Vasco, embalado pela goleada, encara o Juventude fora de casa, na quarta-feira (20), às 19h, em jogo atrasado da 14ª rodada.