
Desde o primeiro momento que me aventurei a narrar jogos de futebol me deparo com conquistas pioneiras alcançadas por várias mulheres nessa jornada. Ver Renata Silveira ser a 1ª narradora do grupo Globo, me encheu de orgulho, por ela e por todas que diariamente enfrentam barreiras gigantescas. O passo dado pela Renata, além de extremamente marcante e importante, mostra o tamanho deste desafio. O maior grupo de comunicação do país, aquele que, penso eu, deveria inovar, lançar, criar, na verdade foi o que mais custou a abrir suas portas, numa prova de que ainda enfrentamos uma enorme barreira e resistência nessa profissão.
Isabelly Moraes já havia sido a 1ª a narrar um jogo de Copa do Mundo na TV, a própria Renata foi a 1ª a narrar uma final de Copa, Natália Lara a 1ª em outras enormes conquistas assim como Elaine Trevisan, Luciana Mariano, Manu Avena, Milla…

Falar em pioneirismo me remete também ao meu feito, ter sido a 1ª a narrar para uma rádio carioca liderando uma equipe totalmente feminina, lá em abril de 2018. Mas mais importante do que ser pioneira, é conseguir realmente fazer com que esse trabalho cresça, ganhe corpo, aceitação e as oportunidades possam se multiplicar para que mais e mais mulheres possam mostrar o seu talento e sua dedicação.

Damas do Esporte na final do Carioca 2018 
A esperança de todas nós foi renovada, quem sabe com tamanha visibilidade possamos enfim acostumar os espectadores e quebrar paradigmas. Esperamos que menos portas sejam fechadas diante de nós diariamente, desejamos inspirar outras mulheres a jamais desistirem dos seus sonhos.
A batalha é grande, o caminho é longo e o talento de todas é genuíno.