
A tarde em São Januário começou com emoção antes mesmo da bola rolar. De saída do Vasco, Pablo Vegetti protagonizou uma despedida comovente diante da torcida. Acompanhado da esposa Joselina e dos dois filhos, o atacante argentino deu a última volta no gramado, recebeu aplausos calorosos e não conteve as lágrimas. O Pirata foi homenageado pelo presidente Pedrinho com uma camisa de número 143, em referência à quantidade de jogos disputados pelo clube, além de uma chuteira personalizada com a Cruz de Malta, seu nome e o número 60, alusivo aos gols marcados com a camisa cruz-maltina.
Após o clima de homenagem, Vasco e Nova Iguaçu empataram por 0 a 0 neste domingo (18), em São Januário, pela segunda rodada da Taça Guanabara, em um confronto de baixo nível técnico e poucas chances claras de gol. Atuando com uma equipe alternativa, o Cruz-Maltino teve dificuldades para criar jogadas, ouviu vaias em alguns momentos e contou com boa atuação de Léo Jardim para evitar um resultado pior. A falta de entrosamento ficou evidente desde o início. O Laranjão, mais organizado em boa parte do duelo, também não conseguiu transformar suas oportunidades em gols.
O primeiro tempo foi marcado pela superioridade do Nova Iguaçu nas principais ações ofensivas. Xandinho foi o grande destaque da etapa inicial: aos 17 minutos, acertou a trave em chute da entrada da área e, pouco depois, obrigou Léo Jardim a fazer grande defesa em finalização colocada. Di María também levou perigo em chute de fora da área, novamente parado pelo goleiro vascaíno. Do lado do Vasco, Mota praticamente não trabalhou, já que o time da casa não conseguiu criar chances reais. A atuação apática gerou princípio de vaias nas arquibancadas, com Matheus França sendo o principal alvo das críticas.
Na volta do intervalo, Diniz promoveu mudanças e o Vasco começou mais agressivo. Logo aos dois minutos, após cruzamento de Maxime Domínguez, David cabeceou firme e exigiu grande defesa de Mota, naquela que foi a melhor chance vascaína em toda a partida. Apesar da melhora inicial, o time voltou a perder intensidade com o passar dos minutos.
O Nova Iguaçu seguiu perigoso em transições rápidas. Aos cinco minutos, Sidão quase marcou com sobra dentro da área, mas Léo Jardim saiu bem para abafar. Mais tarde, Lucas Cruz finalizou da entrada da área e obrigou o goleiro vascaíno a se esticar para evitar o gol. O Vasco, por sua vez, tentou responder em chutes de média distância de Andrés Gómez aos 19 e aos 35 minutos, parando em boas defesas do goleiro Mota.
A partida também marcou as estreias do zagueiro Saldivia, que começou como titular e teve atuação segura, sem comprometer, e do atacante Johan Rojas, que entrou na etapa final e teve pouco tempo para mostrar serviço.
Ao apito final, o empate sem gols refletiu fielmente o que foi o jogo: truncado, sem criatividade e com leve superioridade do Nova Iguaçu nas chances criadas. Com o resultado, o Vasco chegou a quatro pontos e permaneceu na segunda colocação do Grupo A, enquanto o Nova Iguaçu também foi a quatro e assumiu a liderança do Grupo B. Na próxima rodada, o Cruz-Maltino enfrenta o Flamengo, na quarta-feira (21), às 21h30, no Maracanã. Já o Laranjão recebe o Fluminense, na quinta-feira (22), às 21h30, no Luso-Brasileiro, pela terceira rodada da Taça Guanabara.