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Grupo C chega ao fim com Brasil líder, Marrocos classificado e despedidas de Escócia e Haiti

Seleção Brasileira avança em primeiro lugar, Marrocos confirma força como potência emergente, enquanto Escócia e Haiti encerram suas trajetórias na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026

Foto: Xinhua, ZUMA Press Wire, Icon Sportswire e Visionhaus/ IMAGO

A fase de grupos terminou para as seleções do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, e o desfecho confirmou o favoritismo de Brasil e Marrocos. As duas equipes avançaram às oitavas de final com sete pontos, mas a Seleção Brasileira ficou com a liderança pelo saldo de gols.

O Brasil encerrou a primeira fase invicto. Depois de empatar por 1 a 1 com Marrocos na estreia, a equipe comandada por Carlo Ancelotti reagiu com duas vitórias convincentes: 3 a 0 sobre o Haiti e 3 a 0 sobre a Escócia. Com sete gols marcados e apenas um sofrido, a Seleção terminou no topo do grupo e agora enfrentará o Japão na próxima fase.

Brasil cresce no momento certo

A caminhada brasileira começou cercada de questionamentos após o empate contra Marrocos. A atuação irregular na estreia levantou dúvidas sobre a adaptação da equipe ao trabalho de Ancelotti e sobre a capacidade do Brasil de transformar seu talento individual em força coletiva.

Mas a resposta veio nas rodadas seguintes.

Contra o Haiti, o Brasil foi dominante, venceu por 3 a 0 e viu Vinícius Júnior assumir o protagonismo ofensivo. Já diante da Escócia, a Seleção voltou a repetir o placar e confirmou sua classificação em primeiro lugar.

O desempenho defensivo também merece destaque. Após sofrer um gol na estreia, o Brasil passou dois jogos sem ser vazado, sinal importante para uma equipe que pretende chegar longe no mata-mata.

Marrocos confirma que 2022 não foi acaso

Marrocos terminou a fase de grupos com a mesma pontuação do Brasil: sete pontos. A diferença ficou apenas no saldo de gols.

A seleção africana empatou com os brasileiros na estreia, venceu a Escócia por 1 a 0 e fechou sua participação na primeira fase com triunfo por 4 a 2 sobre o Haiti.

A campanha reforça a ideia de que Marrocos deixou definitivamente de ser surpresa. Depois da semifinal histórica em 2022, os Leões do Atlas voltaram a mostrar organização, talento e confiança.

Agora, a equipe terá pela frente a Holanda nas oitavas de final, em um confronto que promete ser um dos mais interessantes da próxima fase.

Escócia começou sonhando, mas ficou pelo caminho

A Escócia iniciou a Copa com vitória sobre o Haiti por 1 a 0, resultado que alimentou a esperança de classificação.

No entanto, as derrotas para Marrocos e Brasil acabaram custando caro. Com três pontos, a seleção terminou em terceiro lugar no Grupo C e não conseguiu avançar.

Apesar da eliminação, a campanha teve valor simbólico. A Escócia voltou a disputar uma Copa do Mundo após longa ausência e mostrou competitividade em parte do torneio.

Jogadores como Scott McTominay, Andrew Robertson e John McGinn foram as principais referências de uma geração que tentou recolocar o país no cenário mundial.

Haiti se despede sem pontos, mas com uma história importante

O Haiti terminou na última colocação do grupo, sem pontuar. Foram três derrotas em três jogos: contra Escócia, Brasil e Marrocos.

Ainda assim, a participação haitiana teve um significado enorme. A seleção voltou à Copa do Mundo após 52 anos de ausência, desde sua única participação anterior, em 1974.

Mesmo eliminado, o Haiti marcou dois gols contra Marrocos na última rodada e mostrou entrega até o fim. Para uma seleção que carregava o orgulho de um país inteiro, estar no Mundial já representou um capítulo histórico.

O saldo do Grupo C

No fim, o Grupo C entregou uma classificação coerente com o desempenho das equipes.

O Brasil avançou como líder e mostrou evolução após a estreia. Marrocos confirmou sua força e seguiu invicto. A Escócia ficou pelo caminho, mas deixou sinais de crescimento. Já o Haiti se despediu cedo, mas com uma campanha carregada de simbolismo.

Agora, Brasil e Marrocos seguem vivos no mata-mata, carregando ambições diferentes, mas igualmente fortes: a Seleção Brasileira busca o hexacampeonato, enquanto os Leões do Atlas tentam continuar escrevendo a história mais importante do futebol africano.

Emanoelly Rozas
Setorista Futebol Europeu e Futebol Carioca extracampo

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