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Hexa após 13 anos: Osasco quebra jejum e conquista a Superliga com autoridade no Ibirapuera

Em uma final histórica diante de mais de 10 mil torcedores, a equipe comandada por Luizomar supera o Sesi Bauru por 3 sets a 1, volta ao topo do vôlei nacional e garante vaga em duas competições internacionais

Foto: @carol__fotografia

A espera acabou. Após 13 longas temporadas, o Osasco São Cristóvão Saúde voltou ao lugar onde sua camisa sempre fez questão de estar: o topo da Superliga Feminina. Com uma atuação firme e madura, o time comandado por Luizomar de Moura venceu o Sesi Vôlei Bauru por 3 sets a 1 (26-24, 19-25, 28-26 e 25-20), no Ginásio do Ibirapuera, diante de um público de 10.352 torcedores.

Desde o primeiro ponto, ficou claro que a final reunia muito mais do que técnica: era emoção, história e afirmação. O equilíbrio nos sets iniciais foi reflexo de duas equipes que se estudaram muito, como destacou o técnico José Roberto Guimarães durante a transmissão. Mas foi o Osasco quem soube crescer nos momentos decisivos.

Natália Zílio, grande reforço da temporada, brilhou com 25 pontos e números expressivos em todos os fundamentos: foi a maior pontuadora da partida e símbolo da retomada da equipe. Tifanny Abreu também teve atuação gigante, com 24 pontos, sendo 5 de bloqueio, uma muralha no momento em que o Sesi ameaçava crescer.

Do outro lado, o Sesi Bauru mostrou coragem e intensidade, com destaque para Bruna Moraes (24 pontos) e Roslandy Acosta (19). Mas o time de Modenesi esbarrou na eficiência do sistema defensivo adversário e em momentos de instabilidade no ataque, especialmente pelas centrais, que tiveram pouco protagonismo ao longo da decisão.

Foto: @carol__fotografia

Camila Brait, ícone da história osasquense, viveu um momento especial: em sua 17ª temporada pelo clube, levantou a taça como capitã e referência emocional de um elenco que mesclou juventude, experiência e sede de vitória.

O título coroa uma campanha de recuperação e superação. Osasco encerra o jejum de títulos nacionais, conquista o hexacampeonato da Superliga e ainda garante vaga na Supercopa 2025 e no Sul-Americano de Clubes 2026. Mais do que um título, foi a reconquista de uma identidade vencedora.

O vôlei feminino agradece o espetáculo e o Ibirapuera, mais uma vez, foi testemunha de uma história memorável.

Bea Fonseca
Setorista Vôlei Feminino

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