
Nesta quinta-feira (17), a Inglaterra garantiu vaga nas semifinais da Eurocopa Feminina ao eliminar a Suécia nos pênaltis (3-2), após reação relâmpago para buscar um empate dramático em 2 a 2 no tempo normal.
De forma rápida e intensa, como o confronto exigia, a Suécia precisou de apenas dois minutos para abrir o placar. Pressionando alto desde o início, forçou um erro na saída de bola da Inglaterra e, na recuperação da posse, Stina Blackstenius encontrou Kosovare Asllani em ótima posição na área. A capitã sueca finalizou com precisão no canto do gol, marcando o seu de número 50 pela seleção. Pouco depois, a Suécia quase ampliou novamente, aproveitando a fragilidade defensiva inglesa e uma falha de comunicação entre zagueira e goleira. A bola sobrou para Blackstenius, mas Leah Williamson conseguiu salvar, desviando para escanteio. A Inglaterra tentou responder: em uma rara escapada do campo defensivo, Lauren Hemp acertou o travessão com um belo chute alto. As inglesas, no entanto, encontravam muitas dificuldades para trocar passes, sufocadas pela marcação-pressão eficiente das suecas, sempre agressivas na retomada da bola. Aos 25 minutos, a tática sueca funcionou mais uma vez. Fillipa Angeldahl roubou a bola no campo defensivo e tocou para Julia Zigiotti, que achou um passe açucarado entre as linhas adversárias. Blackstenius ganhou na corrida pela direita, saiu cara a cara com Hannah Hampton e finalizou rasteiro no canto esquerdo com frieza, ampliando o placar. A Inglaterra até começou a respirar e se arriscar mais no ataque, mas faltava entrosamento nas trocas de passe — e a posse logo se perdia diante da marcação bem encaixada da Suécia. Aos 45 minutos, Fridolina Rolfö quase marcou o terceiro, não fosse pela boa defesa de Hampton na finalização.
Na volta para o segundo tempo, precisando correr atrás do resultado, a Inglaterra retomou a pressão e logo criou boas chances. Em um roubo de bola pelo lado esquerdo, Ella Toone ficou cara a cara com a goleira Falk, que fez uma grande defesa — embora o lance tenha sido anulado por impedimento. Pouco depois, em bela jogada individual, Lauren James avançou com liberdade e tocou para Alessia Russo, que devolveu de primeira para James cruzar na segunda trave. Lauren Hemp apareceu para cabecear com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo. A resposta sueca veio rapidamente. Asllani fez um passe preciso entre as zagueiras, deixando Blackstenius na cara do gol, mas Hampton brilhou e evitou o segundo com uma excelente defesa. Aos 64 minutos, a Inglaterra voltou a assustar, desta vez pela esquerda, Hemp encontrou um ótimo passe entre as defensoras para Toone, que ficou de frente para o gol, mas, em vez de finalizar, tentou o passe para o lado e desperdiçou uma chance clara. Na transição seguinte, Kaneryd partiu em velocidade, driblou a marcação e arriscou de fora da área, mas mandou por cima. Com a Inglaterra criando as oportunidades mais perigosas, a técnica Sarina Wiegman decidiu apostar na força do banco para buscar a reação. As entradas de Chloe Kelly, Michelle Agyemang e Beth Mead mudaram o rumo do jogo — e, em apenas dois minutos, tudo aconteceu. Aos 79, Kelly recebeu pelo lado esquerdo e cruzou com precisão para Lucy Bronze, que se antecipou à marcação de Janogy e cabeceou no canto, diminuindo a vantagem sueca. Logo em seguida, aos 81, Kelly voltou a aparecer, cruzando na área para Mead ajeitar de cabeça e deixar Agyemang na boa para finalizar e empatar o jogo, reacendendo as esperanças inglesas e levando a partida para a prorrogação.
No início da prorrogação, ambas as equipes voltaram de forma intensa, buscando o gol que faria diferença, com a Inglaterra apostando nas jogadas rápidas e a Suécia nas bolas paradas, explorando o jogo aéreo. Em uma dessas investidas, Bjorn quase marcou de cabeça, com a bola rente à trave. Logo depois, Lucy Bronze respondeu finalizando cruzado após passe de Russo, mas a bola saiu à esquerda. Com a segunda metade do tempo extra perdendo ritmo, com muitos erros e pouca criação, a disputa pela vaga na semifinal foi decidida apenas nas cobranças de pênalti.
Nos pênaltis, a goleira Falk, da Suécia, teve grande atuação ao defender quatro cobranças — de Lauren James, Beth Mead, Greenwood e Grace Clinton —, mas também desperdiçou a sua tentativa. O equilíbrio foi intenso, com reviravoltas e tensão a cada batida. Angeldahl foi a primeira sueca a errar, parando em Hannah Hampton, e as companheiras Eriksson, Jakobsson, também não conseguiram converter. Coube a Lucy Bronze bater a penúltima cobrança inglesa decisiva, colocando a Inglaterra em vantagem e transferindo toda a pressão para Holmberg. A sueca, no entanto, mandou por cima do travessão, selando a classificação para a semifinal da Inglaterra e a eliminação da Suécia.
Com esse resultado, a seleção inglesa vai enfrentar a Itália nas semifinais, em busca de defender o seu bicampeonato.
Na próxima sexta-feira (17), às 16h, Espanha e Suíça duelam pelas quartas de final por uma vaga nas semis do torneio.