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Raquetes e resiliência: O caminho do tênis feminino brasileiro rumo as Olímpiadas de Paris

Após grandes conquistas recentes, a equipe feminina vive a expectativa de manter seu desempenho excepcional em Paris, dentro e fora das quadras

Luisa e a Bia. (Foto: Sergio Llamera / Fed Cup)

A expectativa dos fãs brasileiros de tênis agora está nas mulheres. As três tenistas, que até o momento estão confirmadas para representar o Brasil em Paris, andam “fazendo bonito”, tanto em competições individuais quanto em duplas nos últimos anos: Bia Haddad Maia (13° no ranking mundial), Luisa Stefani (10° no ranking de duplas) e Laura Pigossi (125⁰ no ranking mundial).

O primeiro bom resultado para o tênis feminino brasileiro foi em Tokyo 2020, onde a dupla Laura e Luisa conquistaram a inédita medalha de bronze. Seguido de um ótimo resultado dois anos depois, com a conquista do ouro por Laura no Pan-Americano do Chile em 2023, resultado que lhe assegurou a vaga em Paris 2024. Bia Haddad, atualmente tenista número 1 do Brasil, também coleciona conquistas: campeã do WTA Elite Trophy de 2023 na categoria simples e em duplas; primeira tenista brasileira a chegar no top 10 do ranking mundial feminino e a chegar em uma semifinal do WTA de Madrid 2024.

Após o fim da disputa do campeonato de Roland Garros, Bia e Luisa se unirão para a disputa na categoria de duplas em Paris 2024, e, devido as suas credenciais, vivem na expectativa de um lugar no pódio.

O posicionamento fora de quadra também é digno de pódio

Conhecidas pela postura progressista que visa a igualdade de gênero e a valorização das atletas femininas, as tenistas brasileiras inspiram outras mulheres em um esporte que ainda não paga prêmios iguais em todos os torneios, não dá atenção igualitária e não enxerga homens e mulheres com equidade nas quadras. Apesar de Billie Jean, uma das maiores jogadoras de tênis da história, já falar disso há 50 anos atrás.

Primeira top 10 da história do Brasil, Bia Haddad falou em legado para as novas gerações, durante a Billy Jean Cup no mês passado: “Espero que a gente aproveite essa semana para fazer diferença no esporte feminino, não pensar somente em carreira individual, mas sim pensar num contexto geral para melhorar e pensar em construir um legado para o tênis feminino”, completou.

Laura e a Luisa. (Foto: Reprodução / Instagram)

Medalhista em Tokyo 2020 junto de Luisa, Laura Pigossi também comentou a respeito da influência das atuais tenistas sobre a nova geração:

“Uma das coisas que eu e as meninas, a Bia (Haddad Maia), Luisa (Stefani), Carol (Meligeni Alves), vem tentando fazer. Na Billie Jean King Cup a gente sempre pede para trazer as juvenis, que queremos treinar com elas, que elas têm que ver não só a gente jogando, mas nossa rotina e no que somos profissionais, o que comemos, coisas pequenas. É a convivência. Todo mundo fala que para você ser campeão, tem de conviver com campeões. Essa convivência faz muita diferença para ela e já começamos a ver melhoras. As juvenis estão começando a conquistar seus espaços.”

A chama olímpica continua acesa, impulsionada pelas mulheres. A medalha olímpica inédita de Luisa e Laura Pigossi, o ouro de Laura no último Pan Americano e o desempenho impressionante de Bia Haddad, que está entre as 15 melhores do mundo nos últimos dois anos, são dignos de nota e adicionam ainda mais brilho ao cenário. Não é surpresa que mulheres de todas as idades admirem as tenistas brasileiras. Elas conquistam o coração de todos, sem esforço!

“Continuem apoiando o esporte feminino no Brasil. (…) Quando falo (sobre o apoio) é porque ainda sei que vivemos em uma sociedade machista, que é difícil a mulher ser valorizada. A gente acaba tendo que fazer mais para ter a mesma voz, a mesma oportunidade. E eu gosto de usar minha voz para valorizar as mulheres, porque elas merecem.” afirmou Bia Haddad.

Enola Fernandes
Setorista Olimpíadas

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