
A medalha de ouro não veio, mas Tatiana Weston-Webb entregou uma performance inesquecível para o Brasil durante toda a Olimpíada e na final não foi diferente. Tati enfrentou a norte-americana Caroline Marks, atual campeã mundial. Apesar de não ter subido no lugar mais alto do pódio, Tati foi incrível ao garantir a medalha de prata, um feito inédito para o Brasil, que reafirma a força do surfe brasileiro no cenário internacional.
A bateria
Após mais de metade da bateria, Tati e Caroline somavam menos de um ponto cada. Com 16 minutos para o fim, a norte-americana encontrou a melhor onda da bateria. Apesar de não ser tão profunda no tubo, seu tamanho rendeu 7,50 pontos.
Já na reta final, faltando 8 minutos de bateria, Tati encontrou sua melhor onda: um tubo curto, seguido de duas manobras fortes, somando 5,83. No fim, Caroline pegou uma onda com a prioridade, mas não saiu do tubo. Tati veio na onda de trás e deu boas batidas, mas não foi suficiente para virar. Precisava de 4,68 pontos, mas tirou 4,50 e o placar final foi 10,50 a 10,33 a favor da norte-americana.
Tatiana Weston-Webb trouxe para o Brasil uma medalha de prata histórica no surfe olímpico, consolidando seu nome entre os maiores do esporte e destacando a potência do surfe brasileiro no cenário mundial.