
O Vasco deixou São Januário sob vaias e frustração na noite desta quinta-feira (5), ao empatar por 1 a 1 com a Chapecoense, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Dominante durante quase todo o confronto, o time comandado por Fernando Diniz criou volume ofensivo suficiente para construir uma vitória confortável, mas esbarrou na falta de pontaria e acabou castigado nos minutos finais, em cobrança de falta convertida por Jean Carlos.
Desde o apito inicial, o Cruz-Maltino impôs ritmo forte, pressão alta e controle absoluto das ações. A Chapecoense mal conseguiu trocar passes no campo ofensivo e passou grande parte do primeiro tempo acuada, tentando resistir à intensidade vascaína. O cenário foi de ataque contra defesa: o Vasco terminou a etapa inicial com ampla superioridade em posse de bola e finalizações, mas sem conseguir balançar as redes.
As chances se multiplicaram. Philippe Coutinho finalizou duas vezes com perigo, Brenner perdeu oportunidades claras cara a cara com o goleiro Léo Vieira e ainda acertou a trave em cabeçada após escanteio. O camisa 20 chegou a comemorar um gol, mas a arbitragem anulou o lance ao marcar falta de Nuno Moreira no goleiro da Chapecoense. Em cobrança de falta, Coutinho também carimbou o poste, sintetizando a falta de eficácia vascaína antes do intervalo.
Na volta do segundo tempo, o panorama seguiu o mesmo, mas o Vasco foi recompensado pela insistência. Aos nove minutos, Andrés Gómez cruzou da esquerda e encontrou Puma Rodríguez infiltrando na área. O lateral-direito se esticou e finalizou com precisão para abrir o placar e aliviar a tensão em São Januário.
Mesmo em vantagem, o Vasco seguiu criando chances para ampliar. Brenner voltou a desperdiçar oportunidades claras, acertando novamente a trave e parando em Léo Vieira na sobra. A incapacidade de transformar o domínio em gols manteve a Chapecoense viva na partida. Com as entradas de Jean Carlos e Garcez, o time catarinense passou a ter mais posse e a avançar suas linhas, aproveitando o desgaste físico do adversário.
Nos acréscimos, o castigo veio. Aos 46 minutos, Puma Rodríguez cometeu falta na intermediária defensiva. Jean Carlos assumiu a cobrança, bateu com força e precisão, e contou com falha de posicionamento da barreira para vencer Léo Jardim, decretando o empate no único chute certo da Chapecoense em toda a partida.
Após o apito final, Fernando Diniz reconheceu a frustração com o resultado, mas fez questão de valorizar o desempenho da equipe.
“O resultado é muito frustrante. Em termos de desempenho, não. Tivemos domínio completo, produzimos muitas chances de gol e oferecemos pouquíssimas oportunidades ao adversário.”, afirmou o treinador.
Diniz destacou o volume ofensivo como o melhor desde sua chegada ao clube e lamentou a falta de eficiência.
“Talvez tenha sido a partida com maior produção ofensiva desde que estou aqui. Tivemos sete grandes chances claras. É muito raro isso acontecer em um jogo de Brasileiro. A bola hoje teimou em não entrar.”, analisou.
O técnico também comentou o nervosismo da equipe no fim da partida e o impacto do desgaste físico.
“ Alguns jogadores cansaram, erramos passes simples no final e acabamos oferecendo campo para a Chapecoense. Precisávamos ter mais tranquilidade com a posse para controlar o jogo.”, completou.
Apesar das críticas da torcida, Diniz voltou a defender Brenner, principal alvo das vaias.
“Ele não costuma perder os gols que perdeu hoje. A maior especialidade dele é fazer gols. Está voltando de um período sem jogar, precisa de ritmo, e tenho convicção de que vai dar muita alegria à torcida.”, garantiu.
Com o empate, o Vasco somou seu primeiro ponto no Brasileirão e segue sem vencer na competição. A Chapecoense chegou a quatro pontos e manteve-se invicta. O Cruz-Maltino volta a campo no domingo, no clássico contra o Botafogo, pelo Campeonato Carioca, e na quarta-feira enfrenta o Bahia, novamente em São Januário, pela sequência do Brasileirão.