
O Vasco ficou no empate sem gols com o Madureira na noite desta segunda-feira (2), em São Januário, pela quinta e penúltima rodada da Taça Guanabara, e adiou a definição de sua vaga nas quartas de final do Campeonato Carioca. Apesar do amplo domínio territorial, das 24 finalizações e de um pênalti desperdiçado logo no início, o time de Fernando Diniz parou na trave, na falta de pontaria e em uma atuação inspirada do goleiro Neguete, destaque absoluto da partida.
Mesmo atuando como mandante, o Madureira levou o confronto para São Januário e começou assustando. Aos três minutos, Jacó ganhou pelo alto após cobrança de escanteio e exigiu boa defesa de Léo Jardim. A resposta vascaína veio rápido: aos seis, Nuno Moreira foi derrubado na área, e o árbitro marcou pênalti. Puma Rodríguez cobrou, mas Neguete defendeu e, no rebote, voltou a levar a melhor sobre Brenner, frustrando a melhor chance do jogo.
Após o pênalti perdido, o Vasco assumiu o controle da posse de bola e passou a rondar a área adversária, mas teve dificuldades para transformar a superioridade em chances claras. O Madureira, bem postado defensivamente, apostava nos contra-ataques e quase abriu o placar aos 29 minutos, quando Everton arriscou de fora da área e carimbou a trave. O Cruz-Maltino respondeu pouco depois, em chute potente de Johan Rojas, que também explodiu no travessão.
No segundo tempo, o cenário se manteve. O Vasco seguiu no campo ofensivo, mas encontrou dificuldades diante de um adversário retraído. Nuno Moreira voltou a acertar a trave em finalização da entrada da área, enquanto Neguete fez novas intervenções importantes, incluindo mais uma defesa em chute de Puma. Do outro lado, o Madureira levou perigo em escapadas pontuais, como na finalização de Fash, que obrigou Léo Jardim a trabalhar.
Ao fim da partida, o empate em branco foi recebido com vaias da torcida, inclusive direcionadas a Fernando Diniz. Na coletiva, o treinador reconheceu a insatisfação do público e afirmou que o resultado ficou aquém do esperado. “A torcida está no direito de vaiar. Tivemos pênalti, bola na trave, criamos, mas não foi o suficiente. Era um jogo para vencer, faltou mais inspiração”, analisou.
Diniz também voltou a comentar sua postura enérgica à beira do campo, tema que repercutiu após a estreia no Brasileirão. Segundo o treinador, a cobrança faz parte do seu método e tem como objetivo proteger e desenvolver os jogadores. “Eu me exponho em favor do jogador. A cobrança é para fazer o cara jogar mais. Se eu tivesse percebido a câmera, teria sido menos enérgico, mas internamente isso é tratado com conversa e respeito”, explicou.
Com o empate, o Vasco chegou aos oito pontos e permanece na quarta colocação do Grupo A, ainda dependendo apenas de si, mas obrigado a vencer o Botafogo na rodada final para não correr riscos. O Madureira, com sete pontos, segue na vice-liderança do Grupo B e também chega à última rodada precisando pontuar para confirmar a classificação.