
É isso mesmo. A famosa brincadeira de criança valeu medalha durante cinco edições dos Jogos Olímpicos: Paris (1900), St. Louis (1904), Londres (1908), Estocolmo (1912) e Antuérpia (1920). Durante esses vinte anos, o esporte integrava as modalidades do atletismo.
As regras da competição eram as mesmas que todos já conhecem: a primeira equipe que conseguisse puxar a outra além da linha demarcada com um lenço, no meio de uma pista retangular, era considerada a vencedora. Se nenhuma das equipes conseguissem tal feito, a primeira que puxasse os adversários para mais perto da linha nos cinco minutos de duração da prova, levava a vitória. As equipes eram compostas de cinco a oito atletas.
Originalmente, a competição era disputada por clubes, portanto um mesmo país poderia conseguir mais de uma medalha na disputa. A Grã-Bretanha foi quem mais se deu bem na categoria, com dois ouros, duas pratas e um bronze.
O cabo de guerra foi uma das primeiras modalidades coletivas em Jogos Olímpicos e atraía a atenção de muita gente. As arquibancadas estavam sempre lotadas de espectadores que acompanhavam as disputas. Mas, apesar do grande público, o esporte não vingou por muito mais tempo. Parte disso aconteceu pela bagunça e excesso de informalidade naqueles primeiros tempos de Olimpíadas. Na edição de Londres, em 1908, por exemplo, três equipes britânicas dividiram as medalhas de ouro, prata e bronze. Haviam inúmeros problemas como equipes mistas ou equipes que não eram as legítimas representantes nacionais nas competições, além de informações desencontradas nos resultados finais de várias provas, o que dificultava saber quem de fato havia vencido determinada disputa. Esses fatores levaram o COI (Comitê Olímpico Internacional) a excluir a modalidade das edições futuras.
Chegou a ser cogitada a volta do cabo de guerra nas Olimpíadas de 2020, em Tóquio, mas a ideia não vingou e o esporte continua fora das Olimpíadas.