Eurico Miranda X a “Modernidade Líquida” Outros by Raphaela Curty - 12 março, 20190 Em junho de 2010, eu entregava minha tese de conclusão do curso de jornalismo. Nela falei sobre as transformações das relações no mundo do futebol com a Globalização e a chegada da “Modernidade Líquida”. O termo, usado por Zygmunt Bauman no livro de mesmo nome, descreve como a realidade atual está mais “leve”e “fluida” do que antes. Neste sentido, fiz um comparativo entre os grandes craques e ídolos do futebol brasileiro e carioca que, em outros tempos, criaram relações e vínculos maiores com os clubes e com suas respectivas torcidas de um modo que não seria possível atualmente. Pelé, por exemplo, fez sua carreira praticamente toda no Santos. Ao contrário da geração de Pelé e para constatar tal mudança do “sólido”para o “líquido”, Philippe Coutinho foi um dos jogadores entrevistados para a elaboração do trabalho. No Vasco da Gama dos oito aos 17 anos, ele foi vendido para o Internazionale, da Itália, antes mesmo de começar no profissional. Exemplos de jogadores não faltam, mas hoje, o Vasco perdeu uma lenda: o dirigente mais longo de sua história e o que mais ia na contramão da tal “Modernidade Líquida”. Eurico Miranda, que completou em 2017, 50 anos de vida dedicada à política do Vasco da Gama, faleceu aos 74 anos. E, em uma trajetória sem papas na língua, ele nunca deixou de repetir o quanto era contra esse tal futebol moderno. Afinal, a “Modernidade Líquida” é positiva ou não para o futebol? Esse longo debate vou deixar para uma outra tese ou pra uma mesa de bar. Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Google Plus Share Share on Pinterest Share Print Print