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Renovação e Estratégia: a nova cara da Seleção Feminina de Vôlei

Com presença de jovens promessas e nomes experientes como Tainara, o técnico Zé Roberto aposta no equilíbrio para manter o Brasil entre os gigantes do vôlei mundial

Foto: Wander Roberto Inovafoto/CBV

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou a lista inicial de atletas que iniciarão os treinos para a disputa da Liga das Nações 2025. Com um grupo recheado de jovens talentos e algumas atletas mais experientes, o técnico José Roberto Guimarães dá os primeiros passos de um novo ciclo da seleção feminina.

As Convocadas: Juventude com protagonismo

A lista conta com seis atletas convocadas e quatro convidadas:

Opostas:

○ Tainara (Shanghai Bright, CHN): Potência ofensiva, tem se consolidado como uma das grandes finalizadoras brasileiras e já testada em alto nível internacional.

○ Jheovana (Flor de Ypê/Paulistano/Barueri): Jovem revelação, destaque no ataque com muita agressividade e bom alcance.

Ponteira:

○ Helena (Sesc RJ Flamengo): Uma das mais promissoras da nova geração. Rápida, técnica e com personalidade em quadra. Foi peça-chave do Flamengo nesta temporada.

Centrais:

○ Lorena (Sesc RJ Flamengo): Boa presença de rede e leitura de bloqueio.

○ Luzia (Barueri): Vem se destacando na base e recebe sua primeira oportunidade no grupo principal.

Líbero:

○ Laís (Sesc RJ Flamengo): Já conhecida da torcida, tem experiência de seleção e é uma referência na defesa e cobertura.

Convidadas:

○ Levantadoras: Lyara (Barueri), Marina Sioto (Brasília)

○ Ponteira: Aline Segato (Barueri)

○ Central: Lanna (Barueri)

Renovação com estratégia

A presença marcante de atletas do Barueri, (projeto de base que tem revelado diversos nomes) mostra a clara intenção de Zé Roberto em testar novos perfis com potencial de evolução. Ao mesmo tempo, nomes como Tainara e Laís oferecem segurança e rodagem para equilibrar o grupo.

O técnico também aposta na manutenção de atletas que já atuam juntas em clubes, como o trio do Sesc RJ Flamengo (Helena, Lorena e Laís), otimizando o entrosamento para acelerar o processo de adaptação.

A caminho da Liga das Nações

A estreia do Brasil será no dia 4 de junho, no Maracanãzinho, contra a República Tcheca. Depois, o time encara Estados Unidos, Alemanha e Itália. A competição segue com fases na Turquia e no Japão, até a grande final em Lodz, na Polônia.

É um teste valioso para observar o rendimento dessas novas peças sob pressão internacional. A Liga das Nações servirá de laboratório e vitrine e os olhos do mundo estarão atentos.

A convocação é simplesmente o início de uma fase importante: dar rodagem à nova geração sem perder competitividade. Se tudo sair como planejado, o Brasil seguirá forte na elite do vôlei mundial e com gás novo para o futuro.

Bea Fonseca
Setorista Vôlei Feminino

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