
A WSL anunciou, nesta sexta-feira (3), uma reformulação significativa no Circuito Mundial a partir da temporada de 2026. A principal novidade é o retorno do modelo de ranking cumulativo para definir os campeões mundiais, substituindo o formato Finals, que reunia os cinco melhores surfistas do ranking em uma etapa final no estilo mata-mata. Com isso, o lendário Pipe Masters, no Havaí, volta a ser a última e decisiva etapa do tour.
As mudanças marcam os 50 anos do surfe profissional e visam resgatar a tradição do circuito, ao mesmo tempo em que trazem ajustes estratégicos no calendário e no formato de disputa. A partir de 2026, o Championship Tour (CT) terá 12 etapas e será disputado de abril a dezembro — diferente do modelo atual, que vai de janeiro a setembro.
Entre os destaques está o aumento da presença feminina: o número de competidoras no CT passará de 18 para 24. Além disso, as etapas não terão mais rodadas de repescagem, e o sistema de pontos também será reformulado. O ranking final de cada surfista será composto pelos sete melhores resultados nas nove primeiras etapas e mais os dois eventos da “pós-temporada”.
O calendário de 2026 começa na Austrália e termina no North Shore de O’ahu, com o icônico Pipe Masters, que agora valerá 15 mil pontos — 5 mil a mais que uma etapa regular. Antes disso, apenas os 24 melhores homens e 16 melhores mulheres do ranking disputarão os dois eventos finais da pós-temporada, em Abu Dhabi e Peniche. Já Pipeline contará com todos os classificados desde o início da temporada.
Confira as principais mudanças:
- Fim do WSL Finals: o campeão mundial volta a ser definido por ranking acumulado.
- Pipeline como última etapa: o Pipe Masters volta a ser a decisão da temporada.
- Calendário anual reformulado: de abril a dezembro.
- Fim das repescagens: etapas terão novo formato de disputa direta.
- Mais mulheres no tour: aumento de 18 para 24 atletas no feminino.
- Pontuação reforçada: Pipeline dará 15.000 pontos, contra os 10.000 habituais das demais etapas.
Calendário do CT 2026:
- Bells Beach (Austrália)
- Margaret River (Austrália Ocidental)
- Snapper Rocks (Queensland, Austrália)
- Point Rock (El Salvador)
- Saquarema (Brasil)
- Jeffreys Bay (África do Sul)
- Teahupo’o (Taiti)
- Cloudbreak (Fiji)
- Lower Trestles (Califórnia, EUA)
- Surf Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) – pós-temporada
- Peniche (Portugal) – pós-temporada
- Pipe Masters (Havaí, EUA) – grande final
A nova estrutura busca equilibrar tradição, inovação e competitividade, e promete elevar ainda mais o nível do surfe profissional nos próximos anos.