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WSL instala “boia inteligente” contra tubarões para etapa de J-Bay

O sistema será implantado no mesmo pico onde o surfista australiano Mick Fanning foi atacado ano passado 

Clever Buoy é a boia que detecta a presença de tubarões e envia um sinal de alerta via satélite (Foto: Shark Mitigation Systems)
Clever Buoy é a boia que detecta a presença de tubarões e envia um sinal de alerta via satélite (Foto: Shark Mitigation Systems)

Por Simone Saltiel

O ataque de tubarão sofrido por Mick Fanning na final da etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, ano passado, fez com que a WSL tivesse que repensar sobre que medidas tomar em relação ao local no circuito. Muito se discutiu sobre retirar J-Bay do calendário, mas, em votação, todos os 34 atletas do CT foram a favor da permanência do local, exceto os brasileiros Gabriel Medina e Jadson Andre.

Com isso, os organizadores precisaram adotar uma série de medidas de segurança para garantir que os atletas corressem menos riscos na competição. Além de dobrarem o monitoramento no mar com fiscais, câmeras, helicópteros e jet skis com sonares, monitores e luzes, será utilizada, pela primeira vez, a “boia inteligente”, uma inovação desenvolvida pela empresa australiana Shark Mitigation Systems (SMS). O sistema teve seus primeiros testes na praia de Bondi, em Sidney, de fevereiro a abril de 2016 e foram aprovados.

Relembre o ataque a Mick Fanning:

O sistema, que tem o apoio do surfista veterano Taj Burrow, possui uma tecnologia de sonar, que detecta tubarões fora da zona de arrebentação. Segundo a SMS, todos os peixes do oceano têm um tipo de “impressão digital”, que uma vez detectada, envia os sinais em uma rede wireless para uma base na costa.

Taj Burrow, que se despediu da carreira na última etapa em Fiji, sempre achou de extrema importância que métodos mais seguros fossem usados para proteger os surfistas.

– Eu já falei muito sobre o assunto. É muito difícil andar por aí e não pensar em tubarões. Temos visto muitos tubarões, ataques e esta é uma das principais razões que me levaram a querer me envolver com esta empresa que trabalha na mitigação de tubarões. Eu acredito que é um caminho mais humano para diminuir os riscos – disse o australiano, que se envolveu recentemente com a SMS, em uma entrevista à revista “West Australian”.

A SMS também se mostrou bastante animada com a parceria com a WSL, por poder divulgar a nova tecnologia. Eles acreditam que o evento será uma grande chance de firmar a tecnologia a nível global e mostrar o que ela pode trazer de bom para ajudar não só os surfistas, como também todos os que estejam no mar por outras razões.

Confira como funciona esse sistema:

https://youtu.be/Wv5b4jwABiw

A sexta das onze etapas do Circuito Mundial (WCT) de 2016, em J-Bay, é vista como um dos lugares de maior risco de ataques do tour. Por isso, vamos torcer para que essa medida seja um sucesso e que os atletas possam fazer uma ótima etapa, com segurança!

O J-Bay Open terá sua janela aberta no dia 06 de julho. Boa sorte aos surfistas!

Simone Saltiel
Repórter Esportiva, Editora e Social Media

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